digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sexta-feira, julho 13, 2012

Como vinho





















Quero ver-te nua e que mais alguém te ame, para que te possa perder ou nunca ter. Não quero ganhar, quero saborear. Quero a bebedeira e sei que esquecerei a breve ressaca. O mundo é tão novo, a vida tão breve, a vida eterna, para que se possa ter ou não ter alguém. Um beijo não me chega.

terça-feira, novembro 03, 2009

Restos





















Tu partiste e eu fiquei de cabeça perdida. Despeitado, abandonei o coração que me abandonou. Na minha loucura ia perdendo a vida que se agarra à alma. Nesta solidão lamento as perdas, como se um incêndio me tivesse levado tudo e não houvesse forma de resgatar o que fora meu. Tenho as memórias. Não será essa uma forma de nada perder?

sábado, agosto 22, 2009

O que apostamos?





















- Deixa-me! Não gosto de ti!
- Porquê?
- Porque és um molengão.
- Não sou nada!
- És pois!
- Faço muito exercício!
- Deves fazer!...
- Se não acreditas, vamos fazer uma aposta.
- Está bem. O que apostamos?
- Vamos até Cascais a pé. O primeiro que desistir, perde.
- Combinado!
- Combinado!
- O que apostamos?
- Uma queca.
- Uma queca?
- Sim! Se eu ganhar, dás-me uma queca. Se eu perder, dou-te uma queca. Vale?