digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sábado, maio 13, 2017

Finalmente amar pelos dois

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Pode a vitória ser vermelha, mas a alegria é azul. Quando a voz diz uma certeza certa nenhuma inveja a silencia. A música sem refrão contou os desamores e a esperança derrotada à nascença, o ânimo tolo que matando faz viver.
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terça-feira, outubro 13, 2015

Ai o que fui fazer

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Ouvi ouvi ouvi e pior não ouvi e vivi e senti uma injustiça depois remorso e esbracejando como um náufrago afoguei-me no ridículo das perdas e na vergonha da rejeição até compreendi a minha culpa as minhas culpas e o cansaço de quem disse e não ouvi.

sábado, outubro 10, 2015

João

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O que seria o destino se o menino não fosse tímido falsamente tímido que de tão tímido não se deixava prender de amores e ficava-o sem saber até uma tristeza e sempre tímido e falsamente tímido e falsamente falso tímido se pudesse a todas beijava e se deitava numa noite sem dia seguinte. Elas tímidas e falsamente tímidas e falsamente falsas tímidas e ele tímido com todas sonhava e nada fazia e por acaso criado ou desacasado ia indo quando duas timidezes perdiam a timidez num barco-cama numa escada num abrigo qualquer adolesciam esperavam uma noite sem fim.