digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sábado, janeiro 07, 2017

Mário Soares – 7 de Dezembro de 1924 – 7 de Janeiro de 2017

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Para dizer verdade, podem muitas ou poucas palavras. A morte não existe e na vida fazemos o devido, o indevido ou nada, sendo nada só nada, o que é ser alguma coisa. Certo de virtudes e sombras, Mário Soares deu-nos muito. O resto que escrevam os historiadores.
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Estou-lhe grato!
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Nota: Escolher Júlio Pomar, para o retratar como presidente da República, diz mais...

domingo, março 15, 2009

Pátria lusófona





















Os lusófonos têm pelos portugueses uma consideração que estes não merecem. É como alguém agradecer a cultura a uma professora que lhe ensinou a dar erros ortográficos.
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Nota 1: Mário Soares é alguém a quem se deve a democracia, mas quanto ao resto é melhor estar calado. Nunca se faz tudo bem.
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Nota 2: O bochechas serve apenas de ilustração ao Portugal democrático, porque rompeu com o império colonial e aproximou a Europa.

quarta-feira, julho 11, 2007

Tourada

É Verão, tempo da festa do sangue. Fecho os olhos à dor, abro os olhos às cores. Acelera ar, acelera ar, suspende o ar, suspende-se, quando vejo o toiro aproximar-se e o cavalo a fugir-lhe à frente. É Verão e, por agora, não quero saber de mais nada do que o odor férreo. É uma loucura esta barbárie. Entro no transe e o toiro corre, o cavalo foge e o cavaleiro chama. O público silencia-se. O director manda e a banda toca. É a loucura, o transe e o sangue.

Ouvir o paso doble España Cani.