digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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quinta-feira, março 26, 2009

Hei-de dar à costa

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A vida não sabe o que há-de fazer comigo. Não tenho viabilidade. Não sei se te quero voltar a ver. Que me deixes. Ou se me ames e vás buscar o meu corpo cadáver à volta do mar. Estarei sempre sem ti.
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Os nossos corpos amantes e abandonados

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Apesar de tudo tenho saudades tuas. Como se guardasse com agrado as dores que me deste. Há sempre este Sol tão forte, o estio, as searas loiras e as ervas babosas… E nós que não nos conhecemos no campo nem o desfrutámos… havíamos de ter estado lindos a fazer amor nas charnecas.
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