digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

Mostrar mensagens com a etiqueta Desenho de Luiza Maciel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desenho de Luiza Maciel. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, dezembro 06, 2016

Dirás

.
Se em ti voam negras em círculo, urrando e uivando, e tombas de morte, uma luz pousará e voz tépida dirá bem, dissipando as aves da escuridão medonha. Deixa-te ouvir a paz e dirás amor ao mundo. Saboreando-o é mais fácil fazê-lo.

sexta-feira, setembro 30, 2016

Caixa de madeira

.
No Outono, no meu jardim de Outono, espero ter a ordem do universo, só o sobressalto de Outono sem pólen de Primavera.
.
No meu jardim de Outono sou só no mundo e o mundo é outro lugar onde tudo o que importa no mundo importa ao mundo.
.
No meu jardim de Outono os pés são nus e mostram a sua natureza no chão irregular. Nenhum pássaro se revela, mas canta a luz descendo.
.
O meu jardim de Outono guarda-se numa caixa de madeira com recados antigos do tempo do amor-sorriso e ramos de perfumes atados lembrando quem não me recordo.
.
Guardado na caixa, o meu jardim de Outono vê o Inverno chegar e depois a Primavera e depois o Verão e finalmente se liberta alinhado na ordem do universo.
.
.
.
Nota: O trabalho de Luiza Maciel pode ser conhecido neste sítio http://desenhosluizamaciel.blogspot.pt/