digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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terça-feira, julho 03, 2007

A praça da casa de Deus

E se a cabeça tivesse desejado uma praça esguia e uma catedral obliqua e mão obedecido, seria, por acaso, Deus menos divino e a pedra menos bela?

quarta-feira, junho 14, 2006

Piranesi

Todos os dias lavo os olhos na obra de Giovanni Battista Piranesi (1770-1778), um artista neo-clássico muito fascinado pelos ambientes decadentes das ruínas e tenebroso das prisões. Marco os meus dias a ver-lhe os traços, a imaginar o Império Romano, Roma e o século XVIII. A imaginação voa nas gravuras a preto e branco... chego a ouvir-lhes ruídos, burburinhos e conversas. Benditos foram os teus olhos e as tuas mãos, Piranesi!