A felicidade nos dias tristes. Não deixo de pensar nisso, para que os dias valham as vinte e quatro horas. Parece tão distante quanto o fim do arco-iris. Chamo esperança à vontade de ir vivendo. O dia cinzento se for de tranquilidade será feliz. Mas as insuficiências tremem-me, o medo está e o café não me mantém acordado. Há solidão e tédio. Falta uma vidraça virada para a água. A luz de dentro filtra-se na vegetação, nos ramos dos limoeiros, do jardim. Dentro é ausência de perturbação, só o tique-taque do relógio da sala. Nem o vento de fora faz ruído. Nem a madeira range. Dias felizes?digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
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quinta-feira, novembro 19, 2009
Dias felizes
A felicidade nos dias tristes. Não deixo de pensar nisso, para que os dias valham as vinte e quatro horas. Parece tão distante quanto o fim do arco-iris. Chamo esperança à vontade de ir vivendo. O dia cinzento se for de tranquilidade será feliz. Mas as insuficiências tremem-me, o medo está e o café não me mantém acordado. Há solidão e tédio. Falta uma vidraça virada para a água. A luz de dentro filtra-se na vegetação, nos ramos dos limoeiros, do jardim. Dentro é ausência de perturbação, só o tique-taque do relógio da sala. Nem o vento de fora faz ruído. Nem a madeira range. Dias felizes?quinta-feira, julho 26, 2007
Desafio e livros
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Veio discretamente um convite ou, talvez, um desafio. Uma só palavra não disse o meu nome, mas indicou-me. Por se ter de partilhar - só por isso -, revelo que a mão que se estendeu apontando na minha direcção foi a da Raquel Alão. Quais os últimos cinco livros que li - perguntou-me ela, solicitando que os revelasse a todos os que por aqui passem. Assim faço:
1 - «Thaumatrope» - Alexandre Sarrazola
2 - «O livro de Hitler» - Henrik Eberle e Mathias Uhl
3 - «Verso de autografia» - Mário de Cesariny (entrevista de Miguel Gonçalves Mendes)
4 - «Também usas o meu nome...» - Norbert e Stephan Lebert
5 - «No rasto dos tesouros nazis» - Jean-Paul Picaper
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