digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
sábado, outubro 10, 2015
Tiro
domingo, maio 18, 2014
Não diga quem não sabe
domingo, novembro 08, 2009
Casa de luz tão triste
Casa de luz tão triste. Chuva tão triste lá fora. Corações cinzentos. Duas solidões. A memória dum tempo que se não viveu. Há muitos anos, há muitos anos. Cinquenta anos de vida cinzenta, de nuvens escuras e fotografias sem vento.
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Casa de luz tão triste. Duas vidas numa mesma cidade. Lago de lágrimas contidas na fonte, o coração encharcado. Pensamento em repetição circular. Mãos de desejo. Mãos esquivas.
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Chuva tão triste lá fora. Quarto tão pesado. Luz tão escura. Frio húmido. Solidão tão seca. Memória fúnebre. Amor tão vivo. Amor desolado. Adormecer para enganar a dor. Acordar para matar a ânsia.
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Casa de chuva. Ar pesado. Luz fúnebre. Quarto sem retorno. Passos sem volta. Memória sem avanço. Armazém de tristeza.
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Janela sem vista. Luz tão mole. Coração de subcave. Vida de subcave. Luz de subcave. Amor sepultado vivo. Cadáver sem odor. Desfalecimento interrompido. Amor suicidado.
