digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sábado, abril 25, 2009

Vinte e cinco do barra quatro

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Bom dia liberdade. Sou livre de não escrever nada hoje.
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Nota: Contra Otelo Saraiva de Carvalho ser promovido a coronel e contra o largo Salazar em Santa Comba Dão.
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sexta-feira, abril 24, 2009

Amores pesados

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Nunca estive bem com o meu amor por ti e o teu por mim. São grandes de mais, perderam a escala humana. Agora que acabaram são cargas demasiado pesadas para nós dois, simples humanos... que amaram como Vénus e Marte.
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Nota: Este é o brasão da Frísia. Pela imagem parece tratar-se da terra do amor.
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quarta-feira, dezembro 17, 2008

Luz de Inverno

Penso que tenho mais memórias de infância do Inverno do que das outras estações. Não só dos cheiros, mas da luz e do tempo das horas. A luz amarela e frágil do quarto da minha avó na manhã de Natal. A luz amarela e quente, entristecida pelas canções da rádio, do ateliê do meu pai. A luz de sonho da sala na manhã de Natal. A luz duma manhã pelo Carnaval. Olho como tudo tivesse sido um sonho. É por isso também que estou triste.

Nota: Depois é Lisboa, ameaça chover e vêem-se gaivotas a voar. É Inverno. Gosto. Gosto da melancolia. Só não gosto dela quando não estou melancólico.