digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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terça-feira, março 04, 2008

O tempo da chuva

Estás como a chuva no tempo das laranjas. Estás sempre. Sempre que estás trazes o sorriso das laranjas, fruta de Sol no Inverno.

Nota: Texto dedicado à amiga Blache aka Blondie, que me atura enquanto fuma cigarros.

domingo, outubro 22, 2006

Eps! Pra cima!

Quando me sinto perdido olho para cima. Julgo que todos ou a maioria ou, pelo menos, muitos de nós, só nos lembramos de Deis quando estamos aflitos.
Quando estou aflito olho para cima e busco nas estrelas uma frase que me guie. Quando era mais pequeno olhava para cima e pedia colo. Olhava para cima para pedir consentimento. Olhava para cima para o pai e para a mãe.
Por que haveria de olhar para os pés quando me perco? Eles nada me dizem e apenas obedecem ao que lhes ordeno.
O que gosto na espécie humana não é o o a distingue dos animais, mas o que a aproxima das outras espécies. Revejo-me muito nas minhas gatas e lembro-me de muita gente quando lhes presto atenção. O mesmo acontece com os cães. Admiro a curiosidade dos cavalos e a ternura dos burros. Fascinou-me a inteligência escassa e o reconhecimento dos peixinhos de aquário. Uma vizinha tem um pato afável. Um dia destes adopto um porco.
Olho para cima e devia olhar mais vezes. Não sei quanto vale a minha vida, mas sei que não vale mais do que a dum porco ou que a dum pato.