digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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segunda-feira, julho 25, 2016

Rainha de Espadas e Rei de Copas

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Lembrava-me sempre à segunda-feira, também mas sempre à segunda. Como se me fosses soprada para te intuir.
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Se me lembro e tantos dias, a memória do sorriso estranhamente menino.
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Daquela vez que adolescemos, arrependo-me de não te estremecer os olhos.
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Vi como deixar de ver tal a água que dá sede. Mais imagino o calor da seda dentro e fora da pele.
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Nunca quis pressa, só que te abandonasses, flor e eu beija-flor.
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Mais depressa vejo nave alienígena do que me esquecerei de ti.

domingo, agosto 17, 2014

Como uma abelha

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Estava acordado e sonhei-te
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nua e mal escondida pelos lençóis amarrotados
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via-te nadando em pétalas.
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Mergulhei procurando-te o botão
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beijei-o e a corola se abriu
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entrei como abelha.
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Ali estivemos tempo sem medida.