Só por ter gatos sei que tenho gato em mim. Sopro e ronrono,
arranho e dou torrinhas. Durmo de mim e acordo para dormir. Pela noite, não
sei. Acordo cansado.
digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
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quarta-feira, dezembro 03, 2014
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