digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
Mostrar mensagens com a etiqueta Vídeo duma música trance. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vídeo duma música trance. Mostrar todas as mensagens
domingo, novembro 05, 2006
Adolescência
Tenho saudades do Verão! A falta que sinto não é do calor nem do Sol nem dos corpos, mas da liberdade. A liberdade do Verão é desenfreada!
Bem sei que tudo o que é desenfreado é opressivo. Sei! Nada é perfeito neste azul. Sinto falta dos dias de indolência, das tardes de calma, da despreocupação sem horizonte. O Verão é uma adolescência, sem as dependências da infância nem as responsabilidades da idade maior.
Tenho saudades de quando o Verão era o ano todo e dançava noite fora todas as noites e levantava-me quando o sono terminava. A vida acabou-me com o estio e agora sou adulto. Não sei a minha idade, mas devo ser crescido o suficiente para não ter Verão.
Quero dançar até as pernas se movimentarem ritmadas por si e o coração ter a mesma batida escutada pelas orelhas, suar frenético em transe feliz. Feliz porque é Verão e amanhã só significa outro dia e nada mais.
Se tiver alguém perto de mim, melhor. No Verão nunca se está sozinho e estar só não é viver a solidão. Quero dançar na praia, na pista, no campo, no carro, em casa, em toda a parte... levar a vida a dançar e a sorrir. O Verão é a liberdade, a adolescência da vida.
Nota: Este texto é dedicado a Julho e Agosto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)