digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
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segunda-feira, dezembro 28, 2015
quarta-feira, julho 01, 2015
O que beber com Winston Churchill
Chá Gorreana. De certeza que diria qualquer coisa sarcasticamente engraçada e deselegante, mas beberia até ao fim e exclamaria:
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– Jamais o tomaria com Lady Astor!...
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terça-feira, abril 28, 2015
O poeta milionário
Quero ser poeta. Não ambiciono ser Luís nem Fernando nem Florbela nem nem Sophia nem Herberto. Quero ser Rockefeller.
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Quero escrever livros de cheques. Poemar com letras de câmbio, fazer rimas com números e saber de métrica para que as obras sejam contadas.
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As algibeiras são rotas e vida é amarga, cansa e enfastia.
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De espírito também.
quinta-feira, março 19, 2015
Tão carnalmente que rebento
Não me voltes as costas e não te vires de frente e não me
vires do avesso e não me tires do sério porque fora do sério é só folia e folia
é loucura e louco estou por ti despida e vestida e respirando ou só existindo
ainda que te não te veja tenho-te tão carnalmente que rebento.
segunda-feira, maio 07, 2012
Dormirei
Abri a janela ao Sol e ao vento. Tirei os lençóis,
amacei-os, atirei-os para o chão. Desdobrei os lençóis e fi-los voar e cair
certos e direitos na cama. Fiz a cama. Fronhas novas e cheirosas nas almofadas.
Dormirei os pesadelos de sempre.
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