digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sábado, maio 12, 2007

Apologia

Estou enamorado pela mulher desconhecida e tenho todo o medo porque sei que só a ausência ilude e só a escuridão tem fundura.
Não troco um dia de mistério por qualquer outro de luz. Até ao final dos dias vou amá-la sem a desvendar e sem me revelar. Nunca os meus lábios vão conviver com os dela nem saberei o seu nome.
O meu último amor será de candura e leveza. Não saberei dela nem ela de mim. Poupam-se todos os dissabores e as feridas das quedas sobre os cactos.
A mulher desconhecida será sempre perfeita.