digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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sábado, julho 21, 2012

Aguenta



















Estou? Estás em casa? Estás só? Estás nua? Não adormeças, que tenho interesse enquanto estiver bêbado, mas ligo-te quando chegar para me dizeres o andar. É o 25, não é?!

quinta-feira, abril 12, 2007

Carta de desamor.

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Faz um círculo perfeito e uma semi-recta que te não vejo. O círculo é, obviamente, vermelho e a semi-recta amarela. Neste meu mundo dissonante faria sentido dizer-te que é laranja a espera por ti. Mas nem dissonante foi o tempo nem laranja a sua cor nem redondo é o meu mundo. Não digas que é chato, porque chato sou eu, não o meu mundo. No meu mundo há gatos, muitos gatos, e os gatos nunca são chatos, e tornam tudo divertido. Tudo pode ser interessante para um gato.
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Pois é abaulado o meu mundo. Se côncavo ou se convexo já não te sei dizer. Como não sei explicar por que razão te escrevo esta carta quando faz um círculo e uma semi-recta desde a última vez que nos encontrámos. A espera de te ver foi azul, como todas as esperanças: bonita. Bonita espera. Espei ver-te e esperei nunca mais te encontrar. Foi azul como todos os momentos felizes em que estivemos juntos. Azul como todos os momentos felizes em que não estaremos juntos. Azul como todos os momentos felizes em que estaremos com outras pessoas.
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Quando dissemos adeus voltei atrás. Julgo que também o fizeste. Fizemos um círculo. Juntamo-nos para dizer as últimas palavras, fazer um ponto de situação e abalar. Marcámos um novo início, dois novos destinos e muitos poemas separados. E se hoje te escrevo uma carta que não mandarei nem lerás é porque cumprimos o pedaço de tempo que é semi-recta: traço com princípio e sem fim. Não mais te verei e jamais me verás.
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Azul como esta música e como todos os dias felizes que teremos separados. Além de toda a chuva que nos há-de unir afastados.
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