digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

Mostrar mensagens com a etiqueta Pintura de Robert Indiana. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pintura de Robert Indiana. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, junho 05, 2013

Livro

.
Quando se deseja a primeira edição dum livro é por amor às letras, para fazer amor com uma virgem.
.
A mim não me importa quantas noites dormiram sem mim. As páginas arrancadas e perdidas são rugas para contar.
.
Como o pai se derramou, se entornaram as palavras.
.
A vida começa e fenece, os livros arrumam-se na estante.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

O verbo doer

Há pessoas a quem fiz mal. Nem sempre quem me acusa foi quem mais me sofreu; a quem não fiz, já nem espero perdão. Lembro-me dos males e sinto-me. Pedi e não me perdoo, nem esqueço e fustigo-me. Lembro-me que se lembra mais aquele que empresta do que aquele que deve, quero-me justo e lembrar-me do que devo, pelas perdas e danos. Lembro-me e dói-me o que fiz. A cruz é a minha e fui eu quem a carpintou. Dói-me por doer. Dói-me que me doam, ainda que não lhes tenha causado dor.

domingo, julho 27, 2008

Esperança

Deixo-te cem palavras em herança. Na verdade, só uma, repetida à centena. Amor. Assim repetidas, deixo-te sem palavras. Espero.