Talvez acreditasses em espíritos. Eu acreditava em números sem nunca acreditar em matemáticas, tudo por lógica. Eu via fantasmas e tu assustavas-te. Eu, por lógica, negava e tu, por emoção, acreditavas. Levaste-me ao miradouro dos espíritos. Na varanda de todos os vi. Hoje sou quem quiseste que fosse e tu sempre estiveste onde nasce a confiança. Estamos cada um no seu lado, sem falar, mas com os mesmos fantasmas.
digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
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domingo, junho 21, 2009
domingo, março 01, 2009
... Decadente...
sábado, fevereiro 14, 2009
Chuva sem umidade
Tirar o H à humidade é tirar água à chuva.
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Nota: É humidade e não umidade... espero que o acordo ortográfico imponha a verdade ortográfica.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Vai sonhando
Sei que vais voltar. Um dia entras-me pela porta por onde saiste. Já fora de todos os outros que pela tua vida entraram. Voltas para onde nunca devias ter saído. Voltas depois de veres algum mundo. Voltas depois do teu destino sem mim. Depois de cumprires o destino. O teu destino é comigo. Um dia entrarás por essa porta. Vou estar a dormir. Dar-me-ás um beijo. Depois vais sair por onde entraste sem que eu acorde. Nessa noite vou sonhar-te, mas talvez não te volte a ver mais.
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Nota: Esta canção é também dedicada à [A], que não conheço, mas que tem um blogue muito interessante... mesmo aqui ao lado. Ela não tem nada a ver com esta posta, mas apeteceu-me dedicar-lhe esta música... penso que ela sabe porquê.
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