digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

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quinta-feira, julho 06, 2006

Os meus futebóis

E dribla!... e finta!... Avança!... E vai!... E é perigoso!... E pode rematar!... O país serena-se, os noticiários acalmam-se, as conversas suavizam-se em normalidade. Bem sei que Portugal vicia-se em futebóis, bem sei, mas, mesmo assim, os últimos trinta dias foram de delírio histérico colectivo. Os franceses pasteurizaram-nos e sentem-se já efeitos. A coisa melhora.
Os futebóis ligam bem com patuscadas de caracóis e cervejolas. Tudo o que não faça pensar muito e embriague um pouco. Gosto do clima lume brando e do repentíssimo levantar de fervura. Estou satisfeito e saciado. Basta-me uma final de imparcialidade... com uma leve preferência. Vivo um quase perfeito distanciamento.
Agora preocupa-me o futuro do meu clube. Colectividade quase sempre calma e tranquila. Agremiação de amor e paixão sossegada. União de beleza na cor e símbolo. Estou mais descrente nos homens e na justiça dos seus actos... preocupa-me o futuro para a próxima época... e eu que já estava resignado. A ver vamos. Vamos a ver o que isto dá.

Espreitar Ricardo Tércio.