Gostava de ouvir a marcha fúnebre que tencionam tocar no meu funeral, é que depois de morto será mais complicado pronunciar-me e espero partir já a trautear qualquer coisa em memória destes dias.
digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
Mostrar mensagens com a etiqueta Música de Axel Krygier. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música de Axel Krygier. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, novembro 17, 2009
sábado, outubro 10, 2009
Diálogo entre uma muda e um estúpido
- Não sou tua amiga!
- Então, és o quê?
- …
- (Tens razão, és a mulher dos meus sonhos e dos meus pesadelos).
- (Quero-te longe, porque não me aguento perto).
- Então, és o quê?
- …
terça-feira, maio 15, 2007
Alguns dias
Um dia claro ou de chuva oblíqua. Um dia de melros de bico muito amarelo. Sento-me num degrau qualquer, numa pedra e, de olhos fechados, deixo o Sol entrar em mim. Deixo a chuva oblíqua entrar-me. Em casa sento-me encostado às paredes para que sobre mais espaço à minha frente. Tenho as janelas escancaradas e as vidraças franqueadas para que tudo se veja. A minha vida é um cubo de vidro de absoluta transparência e as minhãs mãos uma só malga para a água da chuva oblíqua, que se evapora no Sol forte e se vai no bico dos melros de bico muito amarelo. Estou sentado num qualquer degrau num dia qualquer de luz clara ou chuva oblíqua.
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)