O espaço vazio pede para interromper o silêncio, o escuro e o tempo. Há um mar de palavras a lançar às ausências, questões que terão o eco como resposta. A escuridão desfia um novelo de lágrimas, vertigem sem prazo para secar.Faltam rostos e sobram fantasmas. Lá fora tudo pode ser. Cá dentro acontece o que está dentro do dentro. Cá dentro espelha-se qualquer coisa parecida com uma alma.
Se não sair acaba-se por ficar encarcerado, como Narciso preso à sua imagem. Há uma teia de pensamentos e um vácuo de realidade. Um mar de questões e uma multidão de fantasmas.