digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Arrumos

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Arrumar a vida é deixar de a viver. O que é da natureza é o caos. Todos os caos são um cosmos. Ai agora, pois com estas palavras torno a minha vida muito difícil.
Vou arrumar a minha, porque não gosto dela. Depois desarrumo-a toda e ainda mais. Hei-de pensar que não sei nada da vida. É melhor sentar-me e esperar.

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Nota: Este texto foi escrito para o blogue «O cavalo de Dom José», que partilhei com os meus amigos Alexandre Sarrazola e Sérgio Guerra Carneiro. O blogue esteve em publicação entre 14 de Julho de 2007 e 23 de Maio de 2008.

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