digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Os dois cavalos

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Tanto quanto se sabe não foram primos. Não foi com coices que ficaram famosos: Um por seu monteiro e outro por causa da mulher do patrão. O cavaleiro dum usava plumeira e o outro animal tinha como cauda um penacho.
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Os Távoras terão dito do secretário de Estado do Rei o nome do cavalo do outro. Tanto quanto se sabe não foram primos nem tampouco de mesma raça. E se os jesuítas saíram correndo, perdidos, no tempo do Cavalo de D. José, noutro tempo o Filho da Puta ganhou correndo.
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É esta a estória de dois famosos que não foram primos, tanto quanto se sabe.
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Nota: Este texto foi escrito para o blogue «O cavalo de D. José», que partilhei com os meus amigos Alexandre Sarrazola e Sérgio Guerra Carneiro. O blogue esteve em publicação entre 14 de Julho de 2007 e 23 de Maio de 2008.

1 comentário:

Anónimo disse...

Gosto de equitação e convido-o a conhecer o meu espaço.

joana_ajc@hotmail.com.
o meu hi5 c muitas citaçoes suas.
e fotos "furtadas".

se nao me autorizar, apago tudo.
desculpe.
nao é plágio...
refiro o seu nome.