digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

terça-feira, abril 15, 2008

Porca devida

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Foi a memória dos passeios à cavalo numa porca, de tremelicante toucinho, que D. João VI ganhou medo aos tremores. O terramoto só lhe veio lembrar os sustos da tenra idade. Dessa memória ficou-lhe um gosto, a causa primeira da vontade de viver na Real Barraca.

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Nota: Este texto foi escrito para o blogue «O cavalo de Dom José», que partilhei com os meus amigos Alexandre Sarrazola e Sérgio Guerra Carneiro. O blogue esteve em publicação entre 14 de Julho de 2007 e 23 de Maio de 2008.

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