Por que não nasci vivo?!
digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
La benzina è mobile
A sabedoria popular também erra. Diz-se que para descer todos os Santos ajudam... dando a entender que subir é mais difícil. Pois bem, na sociedade contemporânea, regida pela ciência e pelo conhecimento, sabe-se que é exactamente ao contrário..
Vi-te e odiei-me por não quereres que te salvasse
Quando era miúdo fechava os olhos e pressionava-os para ver cores e formas em movimento. Cresci e não o faço mais por receio das consequência para a saúde..
Uma gata, duas gatas, três gatas - A Granita, a Lioz e a Paraquedas

O que gosto nas minhas gatas, nas três, é que só estão preocupadas em serem gatas. Nada mais. Não pretendem ser humanas, embora o sejam.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Aqui há gato, em Alcochete não
Se o outlet lá está é por um conjunto de coincidências, milagres e intervenções dos gatos, que são agentes de Deus. O resto é má língua!A tabela periódica
Ainda hoje tenho pesadelos com o nono ano. O nono ano calha sempre e em cheio na idade da parvoice... era ver-nos a chumbar. Chumbos com que se atira aos pássaros; caíamos que nem tordos. Lá passei com alguma deficuldade. Serviu-me de lição. Nos dois anos seguintes vivi três filmes de terror: matemática, desnecessária para o meu futuro e vocação, física, para me complicar os nervos e deixar intrigado quanto à sua utilidade, e química, que sempre era mais concreta, mas cujo interesse era idêntico à atracção sexual das osgas. Porém, sempre havia alguma coisa que me animava nas aulas de química: a tabela periódica. As cores entretinham-me, apesar da criatividade dos cientistas não ser muita.
O que eu queria era as artes. Mas esse meu namoro terminou abruptamente, aquelas três cadeiras eram excessivas para mim... sofri horrores, saltei de explicador em explicador, passei pela vergonha das classificações em linguagem binária (zero e um), tive pesadelos, desmotivação, irritabilidade e sentimento de injustiça.
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A correr atrás dela
A felicidade é como um bicho esquivo e assustadiço. Quanto mais se corre atrás dela mais ela foge.
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Nota: Esta posta resulta do desafio da Moon Lover.
domingo, fevereiro 01, 2009
Era o vinho, meu Deus, era o vinho
sábado, janeiro 31, 2009
Lindeza
Paciência
Brincadeiras de crianças.
- Gosto muito de brincar na praia... porque quando há calor vou ao mar e porque gosto de rebolar na areia.- Eu gosto mais da montanha, da neve, porque está tudo branco e há um friozinho bom, fazem-se bonecos de neve e guerras de bolas.
- Pois eu gosto mais de brincar na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo!
- Porquê? (uníssono)
- Porque há terrenos que desparecem dali e aparece um outlet.
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Nota: Pura magia.
A caminho de Andrómeda

- Já pensaste, a estrela mais próxima da Terra está dois milhões de anos-luz.
- Não me impressiona.
- Não te impressiona?! Já viste tanto tempo para lá chegar e nós que só conseguimos voar a sete ou oito vezes mais depressa do que a velocidade do som... Por que não te impressiona?
- Porque quem vai a pé não tem pressa.
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Nota: Já tenho viagem marcada, mas não é para já.
Define-te através da música - Corrente musical
É de bom tom lançar o desafio a mais bloggers, para que também eles postem a corrente... a coisa, se for seguida por todos, fica a modos que uma epidemia. Porém, não o vou fazer, porque as pessoas a quem quero lançar não tenho assim muita intimidade com elas... é que são poucos os meus amigos que dão nesta coisa dos blogues... e aqueles que dão já sei tudo acerca deles... topam? Por isso, os meus desafios seguem por email... se me derem tampa não passo uma vergonha das antigas. Compreendem, não compreendem?!
As questões são as seguintes:
1 - És homem ou mulher?
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2 - Descreve-te.
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3 - O que as pessoas pensam de ti?
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4 - Como descreves o teu último relacionamento?
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5 - Descreve o estado actual da tua relação.
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6 - Onde querias estar agora?
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7 - O que pensas a respeito do amor?
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8 - Como é a tua vida?
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9 - O que pedirias se pudesses cumprir um só desejo?
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10 - Uma palavra ou frase sábia.
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Cá vai:
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1 - És homem ou mulher?
Louis Armstrong e Dizzy Gillespie - Umbrella man
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2 - Descreve-te.
Maria Guinot - Silêncio e tanta gente
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3 - O que as pessoas pensam de ti?
Iran Costa - É o bicho
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4 - Como descreves o teu último relacionamento?
Sérgio Godinho - Bom prazer
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5 - Descreve o estado actual da tua relação.
Paul Simon & Art Garfunkle - The sound of silence
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6 - Onde querias estar agora?
Jorge Palma e Lena d'Água - Bairro do amor
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7 - O que pensas a respeito do amor?
Sérgio Godinho - Às vezes o amor
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8 - Como é a tua vida?
Joy Division - Isolation
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9 - O que pedirias se pudesses cumprir um só desejo?
Brotherhood of Man - Save your kisses for me
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10 - Uma palavra ou frase sábia
Sérgio Godinho - Os amigos do Gaspar
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Nota 1: Estou medicado e não mordo.
Sexo bísaro

Finalmente! Deu algum trabalho, mas consegui. Não uma, mas duas fotografias de bísaros... E das boas, vê-se-lhes o sexo. Os nossos amigos brasileiros, que aqui entram, diariamente e com frequência elevada, à procura de sexo bísaro vão, por fim, ficar satisfeitos. As famosas e pretendidas fotos de sexo bísaro.Cuidado com o que dizes
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Complete a seguinte frase do pensamento socrático
Só sei que sabem que tudo sei....
a) Mas não posso dizer.
b) Mas que não podem (ainda) provar.
c) Mas que só direi nas minhas memórias póstumas contarei.
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Remate 1: «Só sei que nada sei» - Sócrates citado por Platão.
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Remate 2: «Uma vida não suscetível de exame não vale a pena ser vivida» - Sócrates citado por Platão.
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Nota 1: O autor do blogue assume não ter provas do que quer que seja. As afirmações são meras suposições, baseadas em dados veiculados pela comunicação social. Assim, as suas afirmações podem carecer de verdade, sendo por isso erradas, infundadas e injustas... ou não.
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Nota 2: Qualquer semelhança entre os dois Sócrates é mera coincidência.
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Nota 3: O autor do blogue só foi uma vez ao Freeport, o outlet de Alcochete. Dali levou, pagando, é claro, um fato, cinzento escuro de meia estação, e quatro calças de sarja, duas azuis, umas pretas e outras cinzentas. Ah! E duas gravatas, lindas. Uma laranja, como o PSD, e outra vermelha, como a bandeira do PS... essa coisa do rosa é demasiado amaricada.
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Nota 4: Este quadro designa-se «A morte de Sócrates».
Malvados... Maldosos...
- Vou construir uma casa aqui.- Mas aqui não é proibido?
- Para mim não é.
- Como assim?
- Sou primo do ministro.
- Mas não há leis? Não são iguais para todos?
- Sim, claro, mas tudo se resolve.
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- Primo, ‘tás bom?
- Tudo fixe. E contigo?
- Também. Olha, precisava dum favor teu.
- Se puder ajudar…
- Quero construir uma casa ali em Coentros de Baixo.
- Mas aí é proibido. Terras da reserva nacional.
- Não podes dar um jeitinho?
- Claro que posso… Deixa-me ver… faço um despacho a dar ordem aos serviços para considerarem o teu terreno sem importância para a reserva nacional. Depois faço um decreto para que o espaço não seja considerado reserva nacional.
- Então, pode ser tudo legal?
- Claro. Comigo é tudo legal.
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- Então, sempre resolveste a situação com o teu primo?
- Sim. Tudo tratado. Não é para isso que serve a família?
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- Senhor assessor, olhe o que os malandros dos jornalistas andam a escrever sobre mim.
- É tudo mentira, não é?
- Completamente. Por quem me toma?!
- Temos de encontrar uma solução… mas o quê?
- Diga-me você, justifique o dinheiro que ganha.
- Já sei! Vamos falar em aproveitamento político por parte da oposição… que há uma campanha negra, por parte de forças ocultas, contra si… realçamos que há eleições este ano e que a oposição está a aproveitar-se da situação.
- Isso… isso… Mas, os gajos até têm estado calmos… muito decentes comigo.
- Não importa! A culpa é sempre da oposição… e como há eleições este ano, eles vão passar por interesseirões, que se aproveitam dum simples e legal acto de gestão ministerial para fazerem um banzé, sobre coisas que não existem.
- Deixe-se estar descansado… como está tudo legal, não há nada a temer.
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- Estás a ver esta bronca?
- Fogo!
- Lembras-te como isto começou?
- Fui eu que preparei a parte legal.
- O ministro pediu-te isso directamente ou foi o chefe de gabinete?
- O ministro. Disse-me que era urgente, importante e que teria de ser discreto, porque havia pessoas muito sensíveis… pediu-me para esquecer o Dr. Santos.
- Lembras-te quando foi?
- Completamente. Foi uma semana antes das eleições.
- Que bela memória!... Mas nessa altura o Governo só podia proceder a meros actos de gestão… além do mais porque foi o próprio primeiro-ministro a demitir-se.
- Sabes como é… um decretozinho aqui, um despachozito ali, nunca fizeram mal a ninguém. Além de que o assunto era importante. Não se podia deixar para o Governo seguinte, porque podia de ser da oposição, e foi, esses malandros... depois podiam não aprovar a alteração que o senhor ministro queria fazer ali em Coentros.
- Era importante? Então?
- Estratégico. Construíram lá uma casa, bem grande… empregou aí umas vinte pessoas durante seis meses.
- É relevante.
- A casa está linda, com aquela bela paisagem toda à volta.
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- Senhor assessor… o que faço agora?
- Tem a certeza que foi tudo legal?
- Bem… sim…
- Mas o dono da obra não é seu primo?
- Não me diga que também está alinhado com os que me querem ferir a honra… jornalistas, magistrados e outros…
- Claro que não!
- Vamos dizer que está inocente, uma vez mais… que não tem razões para se demitir e que está disposto a colaborar com a justiça…
- Mas tenho de abdicar da minha imunidade?
- Claro que não. É só para dar aquela pala…
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- O ministro, teu primo, está num grande aperto por tua causa…
- Pois… não deixo de pensar nisso…
- Daquela vez, chegaste a agradecer-lhe?
- Sim, mandei-lhe uma caixa de Barca Velha.
- Epá, vê lá se há registos disso… ainda te entalas e a ele também.
- Não há problema! Dei-as ao irmão, o outro meu primo.
- Ufa! Já estou mais descansado.
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Nota 1: Estas conversas privadas são pura ficção. A situação passa-se num distante país de brandos costumes. Qualquer semelhança com a realidade política portuguesa é mera coincidência.
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Nota 2: Não acham que um tio pedir ao sobrinho ministro um favorzinho para se reunir com uns empresários, que querem construir alarvemente numa Zona de Protecção Especial, é grave o suficiente? É o chamado senhor Cunha…
Língua - Conversa improvável ou verdadeira entre duas mulheres
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Vai sonhando
Elas o outro e eu - Polígono amoroso - Telenovela venezuelana dobrada em mexicano - Ai a minha vida
Já foste
É sempre a mesma conversa
- Gostas de mim?
- Gosto. E tu gostas?
- De mim?
- Parvo! De mim...
- Claro que gosto.
- Por que gostas de mim?
- Porque és querido e divertido...
- Sou?
- És. Fazes-me rir.
- Sou um palhaço?
- És um palhacito.
- Palhacito? Isso é pior do que palhaço.
- Não é nada. Palhacito é giro, é «quido».
- Pensava que gostavas de mim por ser giro, pelo meu corpo e intelecto.
- Não sejas parvo. Não tem nada a ver.
- Obrigadinho.
- Nunca me escreveste um poema...
- Pois não. Tenho de tratar disso.
- Ah... assim não quero. Tive de ser eu a pedir.
- E se eu quiser dar?
- Oh!
- E se te cantasse uma canção?
- (sorriso embevecido)
- É cheia de poesia. Chama-se mesmo poesia... fala de amor e de prazer.
- Então canta lá. Quero ouvir.
- Cá vai...
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Nota: Agora é só ver o vídeo para ouvir a canção que ele lhe cantou.









