digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quinta-feira, outubro 29, 2026

Seta

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A seta não vem de trás nem segue às arrecuas nem sou eu.

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Veleja à bolina, com gurupés-espadarte, até os olhos pesarem para desmaio.

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Vigília-fogo e sono-fumo, de acordado farto e adormecido enfardado.

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Há dias assim outros assim-assim outros nim e outros não, que são os sim.

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