digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quarta-feira, outubro 28, 2026

Não se é o que não se é

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Pois sim, triste. Pois não quero.

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Disse-me:

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– Sou a alma e o coração por mim bate. Só posso ser este estar.

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Mas não sou, desengane-se. A melancolia é fora de mim.

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Para fora de mim!

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Nem sequer é a alma. E bater? Sou eu quem bate, com o cacete que encontrar.

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