digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

sexta-feira, março 13, 2009

Solitária

A minha amiga já não está só. Está solitária!
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Nota 1: Não é rebuscada nem surreal, é apenas para quem percebe. Sim, porque apesar de não ser um confessionário ou espelho da minha vida, o blogue também tem inconfidências. É para quem pode.
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Nota 2: Este texto é dedicado à IC.

Solitária

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A minha amiga já não está só. Está solitária!
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Nota: Não é rebuscada nem surreal, é apenas para quem percebe. Sim, porque apesar de não ser um confessionário ou espelho da minha vida, o blogue também tem inconfidências. É para quem pode.

Sabias que?





















Já reparaste que sou o único comuna que vota no CDS?!

Orelhas





















- Vocês homens não sabem ouvir!
- Claro que sabemos!
- Tu nem estás a prestar atenção!
- Claro que estou!
- Então, olha para mim!
- Para quê?
- Para me ouvires.
- Mas eu oiço sem ser a olhar para ti.
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Nota 1: Lógico, não?!
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Nota 2: Acho que esta posta está, mais ou menos, repetida. Já me plagio.

Momentos de paixão





















Gosto de me apaixonar... de estar apaixonado... sinto-me leve, meio tonto, a voar... Depois caio sempre com os dentinhos para a frente e fraturo o coração.

quinta-feira, março 12, 2009

Conselho aos homens





















Para um bom relacionamento com as mulheres é preciso entende-las. Ouvir bem e ter presente o significado das palavras. A palavra «talvez» significa «talvez», pode querer dizer «sim» como «não», mas basicamente quer dizer «talvez». Já o «sim» pode significar «sim», «não» e talvez». Com o «não» passa-se exactamente o mesmo: «não», «sim» e «talvez». Tendo isto presente, basta prestar-lhes atenção para ouvir que palavra dizem. É fácil.
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Nota 1: Já pensaram? Digam lá que não é verdade?!
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Nota 2: Cleópatra deve ter sido fresca!...
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Nota 3: Esta Cleópatra do quadro é medonha. Se a verdadeira tivesse sido assim aposto que não teria havido tanta confusão em Roma. Já estou a vê-la a querer beijar Júlio César e Marco António... e eles a darem corda às sandálias. Foge!

Anúncio de mudança de pátria





















Estou disposto a trocar o mau país, cultura e língua por uma pensão de reforma sueca, com efeitos imediatos.
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Nota 1: Espero que o Estado sueco leia esta posta.
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Nota 2: O retrato é de Gustavo III da Suécia.

segunda-feira, março 09, 2009

A propósito duma excomunhão

Um aborto nunca é uma decisão fácil, seja ele qual for, seja a que seja a justificação. Acredito que nenhuma mulher aborte sem dor. Já me assumi muitas vezes contra a liberalização do aborto, porque uma vida é uma vida e ninguém tem o direito de a tirar. Exceptuo, apenas, as vezes em que uma gravidez põe em risco a vida da própria mãe.
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Era este o caso duma menina brasileira de nove anos, grávida de gémeos, depois de violada pelo padrasto; era uma gravidez que punha em risco de vida a criança. Fez-se o aborto e um arcebispo católico decretou a excomunhão da criança, da mãe e do pessoal médico que interveio. O padrasto manteve-se no seio da comunidade católica
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Como pode um homem investir-se do poder de decidir quem entra ou sai do reino de Deus? Que presunção! Ainda que pudesse, que insensibilidade neste caso! Que falta de caridade!
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É verdade que as leis de Deus estão acida das dos homens, mas, por isso mesmo, não compete ao homem substitui-lo nos julgamentos. Deus tem infinita bondade!
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O padrasto certamente merece censura, mas, até esse, terá oportunidade, dada por Deus, de pedir perdão e de se redimir. É uma questão de tempo. Uma questão de vidas. Deus não se engana e as suas leis são perfeitas e justas!
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Nota: Um cardeal em Roma, responsável pela América Latina, veio dar razão ao clérigo brasileiro. É claro que dois religiosos católiocos não fazem a Igreja. Por isso mesmo, para que não haja confusões, seria bom que o Vaticano e outros sacerdotes com responsabilidades se desmarcassem e condenassem a postura desses arcebispo e cardeal.

domingo, março 08, 2009

Tanto sonhar





















Se a vida não fosse... uma frustração e tão angustiante, talvez não tivesse de sonhar tanto nas longas horas que me faço dormir.

Desde que não seja em minha casa e possas ser tu


Desde que não seja em minha casa. Apaixono-me por uma noite. E tu, talvez, por mim. Tenho essa ilusão. Enquanto dura esta bebedeira. Enquanto dura esta festa com gente que não conheço. Embora não te conheça, apaixono-me por ti nesta festa e amanhã se verá. Daqui a um mês ou talvez nunca mais. Desde que não seja em minha casa, esta festa irá bem. Rosas na lapela e garrafa na mão, muitos beijos prontos a tocarem-te. Se não vieres, não virás. Estarei apaixonado por ti esta noite, desde que não seja em minha casa.

sexta-feira, março 06, 2009

Inquietações

Se estragar e destruir o que tenho? Estragos e destruição. Se a vida acabar abrupta e voluntária? A mesma dor e problemas com solução adiada. Para onde posso fugir para me esconder e esperar que tudo passe ou que acorde num dia mais feliz?

Salvemo-nos de tal sorte





















Espero que a nossa tolerância nunca seja vítima das intolerâncias. Que não se repitam com outros nomes os massacres. O cristianismo é tolerância e amor, doutra forma não o é.
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Nota 1: Espero que, em nome da tolerância e do respeito pelas diferentes culturas, nunca se permitam coisas como a humilhação feminina, através das burcas, ou a mutilição genital feminina no Ocidente democrático.
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Nota 2: Esta instalação intitula-se «O quarto segredo de Fátima», em que Nossa Senhora está vestida de burca.

Entre a luz e a treva

Tenho o ânimo a rasgar-se entre o amor e o ódio. Quando ainda se está no estado de odiar, o negro faz mossas. Ainda. A treva transfigura-se de alvura, mas o amor vence sempre. Enquanto não ascendo deixo-me ir, infantilmente, pela corrente da dor e da raiva. Ai, se a morte matasse, terminasse e redimisse!... Talvez já não estivesse aqui.
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Nota 1: Não sei se se pode definir este trabalho artístico como uma fotografia, mas visto tratar-se do tratamento fotográfico digital de duas imagens, que resultam numa fotomontagem, penso que o rótulo se justifica.

À espera do fim

A minha vida foi encontrada morta. Já há uns tempos. Não há forma de lhe fazerem o funeral.

Heroismo

Os heróis perecem. O heroismo vive. Os sobreviventes sobrevivem e é esse o seu heroismo.

Tristezas

Por não me sentir belo, desprezei a beleza e ela afastatou-se de mim. O mesmo fiz e recebi da inteligência, cultura, amor, dinheiro e carreira. Agora, o que tenho? O que hei-de fazer de mim?

quarta-feira, março 04, 2009

Em linha e alguns bons empregos

- Então, quando me diz alguma coisa?
- Amanhã já devo saber.
- Então ligo-lhe amanhã. A que horas?
- Da parte da manhã, depois do meio-dia.
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- Bom dia, gostaria de falar com o sôtor...
- Bom dia. O sôtor não está. Só da parte da tarde.
- Então a que horas?
- Entre as três e as quatro.
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[9h00]
- Bom dia, gostaria de falar com o sôtor.
- Bom dia, ele ainda não chegou.
- A que horas o posso apanhar?
- Acho que lá para as onze. Ele nunca vem antes dessa hora...
- Então ligo-lhe às onze.
[11h05]
- Bom dia, sou eu outravez, o João. Gostaria de falar com o sôtor.
- Bom dia. O sôtor já saiu.
- Mas ele não vinha a partir das onze?!
- Sim. Entrou e saiu.
- Então a que horas é que o posso apanhar?
- Agora já só depois do almoço.
- Às catorze?
- Antes das três não está cá.
[15h10]
- Boa tarde, é novamente o João. Gostaria de falar com o sôtor...
- Boa tarde. Olhe, o sôtor pede imensa desculpa, mas teve de sair.
- Volta a que horas?
- Hoje já não deve voltar. Ligue amanhã.
- Mas é sempre assim... há três dias...
- Pois não lhe posso fazer nada. Nem lhe consegui dar os recados...
[o sôtor tinha um cargo de direcção que era uma prateleira... um tacho]
- Bom dia, o sôtor já chegou?...
[mais um dia sem novidades]
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- Bom dia. Gostaria de falar com o sôtor.
- Bom dia. O sôtor agora está em reunião. Assim que possa direi ao sôtor que o sôtor lhe ligou.
- Tudo bem, mas não me trate por sôtor. Não uso o título.
- Ah! Peço desculpa, sôtor.
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- Bom dia, sôtor. Como tem passado?
- Bom dia. Muito bem. E o sôtor?
- Também, mas olhe que não sou doutor.
- Ah! Mas não é o quê?!
- Não sou.
- Mas, não é o quê?!...
- Não sou.
- Não acredito.
- Mas, olhe que é verdade.
- Não acredito.
- Pois. Mas, não sou doutor.
- Não me diga que não é licenciado?!...
- Sou arquitecto.
- Ah! Bem me parecia!...
- ... (sim sou dr. ihihihihih)

terça-feira, março 03, 2009

Ao espelho - Meu Deus, como estou gordo!...

Por vezes... quase sempre... quando me vejo ao espelho é que quase percebo quem sou. Para ser sincero, só tenho uma noção aproximada como vejo através duma lente.

domingo, março 01, 2009

Afasta-te!

- Espera! Pára!
- Então?!
- É melhor não!
- Não, o quê?
- É melhor não…
- Sabes que gostas…
- Sim, mas prefiro que fiquemos por aqui…
- Tudo bem, também não precisamos de ir para o quarto. Podemos fazê-lo aqui mesmo…

O pesadelo


Continuo preso ao mesmo pesadelo. Quando durmo e no estar para onde vou, por vontade e dever, no outro lado da vida. Lá me encontro comigo, o inquisidor e o oficial. Jesus e Deus nada têm a ver com isto, o mal está em mim. Não é o demónio, sou eu. Os demónios são os homens. Lá me confronto com quem me quer dizer, o bem e o mal. Estou com ela, com a mãe dos meus filhos desta vida que não nasceram. Estamos na mesma sala. A reconciliação adiada. Nem Deus nem Jesus têm a ver com o negrume onde me situo. Enquanto evitar a luz, estarei. Assim, continuo preso ao mesmo pesadelo, do passado que nunca deveria ter surgido e do qual só posso sair por mim, depois do trabalho feito e o remorso sarado. Não é fácil. Não é por se viver muitas vezes que viver se torna fácil. Não aprendo com facilidade e, por isso, não sei o que faço aqui. Vim para um destino que não acontece, antes tivesse ficado pelo o outro lado, a aguardar, até que uma maturidade maior, dela e minha, nos unisse, de facto, nos deveres que temos de cumprir. Mas o pesadelo é só parte do problema.

... Decadente...





















- Sinónimo de estar bêbedo e decadente...
- Ficar frente ao computador a ver vídeos dos Supertramp.
- Porquê?
- Porque ainda se quer saber e se mexe, mas já ninguém se lembra.

Mulheres

Não sei se prefiro mulheres da minha idade, porque me compreendem, ou se quero miúdas mais novas, porque me respeitam.

Palavras


Na época das avós, nada diziam e calavam. No tempo das mães, consentiam e calavam. E agora logo se vão, sem explicarem.

Doidas, doidas, andam as galinhas

Loucura foi de dezasseis a vinte e dois. Loucura foi a frente de batalha, e os dias de quem os aturou. De loucura foram os anos vinte e de quem os surrealizou. Loucura foi de trinta e três a quarenta e cinco. Em doidos se deram de quarenta e cinco a sessenta e tal. Na loucura foram os anos sessenta. Por enquanto, és neta e filha duma geração. Se a tua loucura não nos agitou, é porque és apenas galdéria.
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Nota: Toda a arte contemporânea parece ter nascido na fonte dada… e nela fui beber a flor amarela.

Ias, ias


Se te colocasse velas à espera e um violinista para te surpreender ao chegar, sei que irias com ele e me deixarias com elas. Às velas e à ceia.

Especial















És mesmo especial. Na tua imensa banalidade, és especial. Especialmente, tu. Tão banal, porém. Para mim tão especial. Um sentimento banal de especialidade. Isto, amanhã passa.

Então?!





















Então?! Fui, ou não, capaz? Capaz de nada. Capaz de tudo, o que se deve esperar dum gajo. Dum gajo mais velho. Dum gajo mais feio. Dum gajo mais gordo. Ainda falei, enfim. Disse. Mas, fui capaz de não fazer nada. Tive, ou não, coragem de não fazer nada?!