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Jurei que faria uma festa e nada em falta. Do melhor da mesa ao êxtase da música e milagres frente ao olhar. Mais os amigos, numa gala onde vieram como entenderam, pela luz da liberdade.
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Chegaram de Rolls Royce e de bicicleta. A belaluz, quase divina, e a música, na nobreza de não ser enfeite, como a imaginação e a justiça determinam, acolheram à entrada. À mesa, frente a cada amigo, o repasto preferido e as bebidas mais desejadas. Depois, caleidoscópio, estrelas e árvores tapando o vento.
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É sempre um gosto ter esta gente comigo. No final, agradeci demoradamente. Impecáveis e senhoris e desfraldados e ébrios com o mesmo sorriso, de quem está feliz pela festa sem bocejos nem minutos de falta ou de sobra.
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Quando no ar se espalhou o odor da cera da vela apagada, sentei-me no chesterfield, de mão dada com a Amor, e bebi o licor de morango que me fez. Adormecemos, não sei em que parte do sonho, e acordámos com as gatas ronronando por comida.
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E ao abraçar as gatas, roçando nelas o rosto, como adoram, percebi que me esquecera de fazer a barba. Fá-la-ei para a festa dos cinquenta anos do infotocopiável.
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