digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Rodolfo Ramos – 20 de Fevereiro de 2026

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Não sei quando chegou à minha vida e, como tem de ser, não sairá, porque os amigos não nos deixam. A saudade não é admissível, porque nem a distância nem a morte afastam aqueles a quem queremos bem.

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Guardo várias jóias suas no relicário: generosidade, educação, gentileza, humor – sinal de inteligência –, curiosidade – virtude dos sábios –, faculdade de ouvir, saber aconselhar – só quando lhe pedia – e, acima de tudo, amor pela família e seus amigos.

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Do meu amigo, a quem tratei sempre por senhor, nunca recebi desgosto. Posso não ter a sua mão para a apertar, mas tenho o seu olhar bondoso e o seu sorriso verdadeiro. Tenho o que me contou e o que lhe disse.

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