digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Assim como digo

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Não é estar vivo, podia estar. Se podia, podia o contrário. Nem é querer estar, talqualmente podia, se podia, pode tudo.

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Não é querer estar morto, podia querer. Se podia, podia o contrário. Nem é estar, talqualmente podia, se podia, pode tudo.

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Nem tampouco é estar-querer. E nha-nha-nhã e nha-nha-nhã e nhanhanã.

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É não saber. É não querer saber. Nem querer saber se alguém quer saber.

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Assim, estacionado pairando num sono-sonâmbulo, de dia, de noite e de dia-noite ou noite-dia.

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Estar na rua para. No caminho para. E.

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Ponto de paragem, antes de pedir para desexistir.

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Suspirar, respirar, sem ver, sem não ver. Sentindo e calando quando não ouvem.

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Uma montanha e para lá da montanha. Um rio antes e um rio depois.

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Querer dormir, porque. Não o querer pela mesma razão. E acordar também.

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Medo de dormir, medo de acordar. Levar e trazer suspiros e sempre a mesma coisa.

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Todos os dias assim e assim digo igual de noites.

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Nada mais a dizer, porque dizer mais é dizer o mesmo e sobre o que é, é isso.

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É isso, isso de não ser como estou.

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