digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quinta-feira, janeiro 22, 2026

Ente

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Os meus queridos não habitam numa foto na carteira, não precisam de papel.

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O mais desquerido dos desqueridos – amante de beijos de náusea e abraços da mortificação – também não, mas.

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Não vá a cabeça esquecer-se ou não vá a cabeça lembrar-se, não vá o coração precisar de parar.

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