digo e o oposto, constantemente volúvel, às vezes verdade. juro pela minha alma, mais do que vinho amo a água e só me desenseda e lava, a cara, o corpo e a vergonha de ser quem não quero. os sonhos antigos são sonhos e antigos e os novos de esperar, é esta a vida a mim agarrada, se esperança existe.

quarta-feira, setembro 30, 2015

Negro-desgosto

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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Cardwell Higgins.
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Dorothy Lathrop.
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Erté.

terça-feira, setembro 29, 2015

Laranja-desgosto

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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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El Chango.
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Morteza Momayez.
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Jean D’Ylen.

A luz

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Se pudessem ser negras outra vez no silêncio picotado a distância segura, só os passos de sapatos de sola, olhar no empedrado branco e polido de Lisboa quase espelho da luz-a-preto-e-branco dos candeeiros, das paredes, do caminho, dos séculos-fantasma, o bilhete de ida do vinho que na cabeça, já sem importância a falta de dinheiro para o táxi.
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Depois das escadas há uma cama para se deitar atravessado com pés no chão, que arrancam os aristocráticos sapatos, vestido de roupa a sair no desmazelo quando se está entre a vida, o sono, a morte e o sonho, se coragem os dentes lavados e nu despejado destapado.
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Chovendo ou secas as pedras brancas polidas brilhando à luz-a-preto-e-branco as viagens parecem eternas, tristes finadas. Mais uma noite para rezar à amnésia e logo uma luz de apagar antes que se saiba do que.
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Nota: Se alguém souber quem é o autor desta imagem, por favor informo-me, de modo a atribuir os créditos.

Letra V


segunda-feira, setembro 28, 2015

Letra A

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Nota: Não consegui encontrar o nome do autor, se alguém souber que me indique, de modo a atribuir os créditos ao seu autor. Surge como sendo portuguesa, mas não me quer parecer, a menos que se trate dum colégio privado. Repetidamente aparece como sendo de 1936 e registando o primeiro dia de aulas.

Cinzento-desgosto

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Henri Cartier Bresson.
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Linda Fregni Nagler.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Garry Winogrand.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Édouard Manet.

domingo, setembro 27, 2015

Sei quem tu és – o romance que não acredito ter conseguido escrever

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Não consigo ler, pois cansa-me muito. Nem romances nem romances históricos. Reescrevo-os e torna-se num sufoco. Dos perfeitos aos desastres, sem excepção são alteradas letras, palavras e personagens.
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Detenho-me quando a minha estória é incompatível com a do autor. Um dia agarrei num manual de relojoaria e no estirador coloquei um relógio morto e as ferramentas. Abri-o e fui anotando, por ordem e camadas. Que pesadelo! Comecei a arrumar as pecinhas na caixa, mas sobravam e, quando ajeitadas, a tampa não se fechava. Consegui, em menos duma hora, perceber que não poderia ser relojoeiro.
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Foi mais ou menos o mesmo tempo para compreender que nunca serei romancista.
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Nota 1: Escrevi um romance, mas não sei como. É curto e deu tanto trabalho quanto as obras completas de Leon Tolstoi. É curto no número de letras, mas é denso como ósmio e doloroso como a orfandade precoce.
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Terminei-o no Verão de 2003, se não erro, e farto de o aturar expulsei-o em Janeiro deste ano. Recebi elogios, que guardo em segredo, mas ninguém quis com ele tingir papel. Editei-o em formato digital porque ninguém o quis. Vivera demasiado em casa.
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Nota 2: A dada altura, há um capítulo com o título «benvindo sejas». Não é erro, é teima – sei que tenho razão! Se Maria é bem-vinda e Benvinda quer dizer bem-vinda, por que benvindo se haveria de escrever bem-vindo?!
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quem o quiser comprar:
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http://www.amazon.de/Sei-quem-tu-Jo%C3%A3o-Barbosa-ebook/dp/B00RWCO3CA

O olhar

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O espírito de. Entre o conforto e a dor da difícil partida que se vai adiando por amor. As palavras foram ditas, se alguma ficou, só por esquecimento e falta de importância.
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Aquele último olhar brilhante, quando os olhos tinham anos de baços – só uma criança e o cão os acendiam.
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Aquele último olhar não foi alegre. Foi feliz e quase me comovi por o ter conseguido.
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Aquele último olhar, vivo como antigamente. O sorriso que para sempre será o mais feliz que vi, porque. Um consolo por consolação.
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Nota: Talvez uma semana antes de ter completado esta vida, disse-lhe que, melhor do que melhor do que pai, era um grande amigo. Foi só isto.

Castanho-desgosto

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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.
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Frank Califano.
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Jason Middlebrook.
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Egon Schiele.

sexta-feira, setembro 25, 2015

A música do lado de fora

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Comprei tantos discos que não gostei e que sabia não gostar, mas comprei-os. Acho que foi por ela – a daquele tempo preciso e abstracto. O momento em que uma agitação nervosa e hormonal assinala o esboço do querer e antes da paixão. Vieram e foram ou nem chegaram e os discos estão cá, inúteis da memória e órfãos abortados. Nunca fingi que gostava, comprei-os.
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Nota: Por falta de capacidade para anotar todas as referências musicais, no espaço próprio, coloco aqui os nomes dos temas em audição:
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Música de Lenny Kravitz, Vídeo da Música «Fly Away», Música de Jay Jay Johanson, Vídeo da Música «So tell the girls i'm back in town», Música de Ben Harper, Vídeo da Música «Walk Away»,
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Com quantas letras se escreve dor

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Escrever é como arrancar um siso sem anestesia.

Azul-desgosto

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Não consegui identificar a autoria.
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Alec Shanks.
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Não consegui identificar a autoria.
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Não consegui identificar a autoria.