sábado, abril 28, 2012

Nós por cá





















Vou dormir, que amanhã o país volta a acordar deprimido ou estupidamente feliz e eu, que não tenho culpa nem paciência, vou ter de o aturar. E de me aturar.

Entre nós os elementos

Quando estou em Vénus estás num signo de água. Quando estás em Marte estou num signo de água. Quando estamos na cama nós dois somos de água.
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No calor dos corpos, no enfado do Verão, na indiferença do Outono, na estupidez da Primavera ou na cama do Inverno sempre fogo. Comigo e contigo.
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No cansaço, nos dias felizes, nas noites de claridade, nos tempos de depois sempre vento, do que entra sem que queiramos nem vejamos por onde. No fim do prazer só o ar nos vive.
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O fim do mundo, a erupção dos vulcões, as contrações do chão de pele e calor e as promessas de verdade e de loucura as palavras profundas. No descanso da febre dormimos em paz na terra.

Tugas

Entre 1987 e 2009, mais coisa menos coisa, fomos europeus... em 2010 voltamos a ser portugueses.

segunda-feira, abril 23, 2012

Agá

 UFO quer dizer Umano Fora de Órbita?...
 Humano leva agá!
 Ah!... Esqueci-me do agá...
 Pois! Mas não podes.
 Porquê? No Brasil humidade não tem agá...
 Deve ter sido levado por um ovni.

sexta-feira, abril 20, 2012

Outro piropo

























Se fosse casado abandonava a mulher e os filhos e fugia contigo para a Serra da Estrela.
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Nota: Este foi segredado a dois ouvidos... fui apanhado no espaço duma semana... elas conheciam-se.

Piropo

























Quando te vejo o amor cega-me... posso conhecer-te em Braille?

quarta-feira, abril 18, 2012

Como os gatos

Porque às vezes não volto aqui, porque há dias com noites mais compridas do que os dias e noites mais densas do que o ânimo para ver o dia.
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As minhas gatas dizem-me com frequência:
– Por que te julgas gato, porque quase só dormes, e não bebes leitinho, derramado numa tigela, com língua?
– Porque não bebo leite.
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De resto, como gelados em caixas de litro e lamento-me por ter deixado de parte os enchidos. O doce levita o peso das horas e os chouriços carregam-me o colesterol.
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À tarde, por vezes, uma Sagres. Sem a batata frita, porque o colesterol manda. Uma Sagres e vontade de ver a bola; coisa a que quase não liogo.
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O tédio nos dias perfeitos é força bastante para que aqui não volte, ainda que quando volte não fique bem com mais nem com menos tédio.