sábado, janeiro 31, 2009

Lindeza

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Pela internet somos todos bonitos!
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Nota 1: Segundo a Beluga, somos todos Wally.
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Nora 2: Um dia ainda me apaixono pela internet... é a brincar, ok?!

Paciência

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- Já está?
- Não, ainda não.
- Quando vai estar?
- Daqui a pouco.
- Quando?
- Daqui a uma hora.
- Tão tarde?
- Sim.
- Não pode ser antes?
- Menino, a paciência é uma virtude.
- Temos de ser sempre pacientes?
- Sim!
- Mesmo para quem parece saber muito e é arrogante e peneirento?
- Sim, para toda a gente!
- Mesmo para o Nuno Rogeiro?
- Filho, todas as regras têm excepção!
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Nota: Pior do que Nuno Rogeiro é Clara Ferreira Alves, porque é irritante quanto uma esfregona... Além de parecer avençada do PS e de Sócrates.

Declaração politico-filosófica

O autor deste blogue não apoia Sócrates, mas não confirma se prefere os Sofistas.

Brincadeiras de crianças.

- Gosto muito de brincar na praia... porque quando há calor vou ao mar e porque gosto de rebolar na areia.
- Eu gosto mais da montanha, da neve, porque está tudo branco e há um friozinho bom, fazem-se bonecos de neve e guerras de bolas.
- Pois eu gosto mais de brincar na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo!
- Porquê? (uníssono)
- Porque há terrenos que desparecem dali e aparece um outlet.
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Nota: Pura magia.

Procura-se





















Perdeu-se terreno na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo. Dão-se luvas a quem o encontrar.

A caminho de Andrómeda





















- Já pensaste, a estrela mais próxima da Terra está dois milhões de anos-luz.
- Não me impressiona.
- Não te impressiona?! Já viste tanto tempo para lá chegar e nós que só conseguimos voar a sete ou oito vezes mais depressa do que a velocidade do som... Por que não te impressiona?
- Porque quem vai a pé não tem pressa.
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Nota: Já tenho viagem marcada, mas não é para já.

No Céu e no Inferno





















Os anjos vivem no Céu, mas trabalham no Inferno.

Define-te através da música - Corrente musical

Porque às vezes sou garganeiro e invejoso, fui a um blogue aqui do lado e palmei esta corrente. Confesso que não gosto de correntes... um fiozinho ainda vá, um anel pode ser, um colar nas senhoras, mas pulseiras e correntes, não gosto. Então correntes, que são um adereço chunga do people do hip-hop. Já repararam como os rappers se vestem mal? E não sabem falar... é com cada calinada... e as músicas? E as letras? Todas iguais, muito básicas, os tugas, todos sempre com a mesma entoação... Bem, mas isto foi só por causa das correntes. A cena é a seguinte: dez questões que definem a pessoa e que se ilustram com música.
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É de bom tom lançar o desafio a mais bloggers, para que também eles postem a corrente... a coisa, se for seguida por todos, fica a modos que uma epidemia. Porém, não o vou fazer, porque as pessoas a quem quero lançar não tenho assim muita intimidade com elas... é que são poucos os meus amigos que dão nesta coisa dos blogues... e aqueles que dão já sei tudo acerca deles... topam? Por isso, os meus desafios seguem por email... se me derem tampa não passo uma vergonha das antigas. Compreendem, não compreendem?!
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As questões são as seguintes:
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1 - És homem ou mulher?
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2 - Descreve-te.
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3 - O que as pessoas pensam de ti?
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4 - Como descreves o teu último relacionamento?
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5 - Descreve o estado actual da tua relação.
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6 - Onde querias estar agora?
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7 - O que pensas a respeito do amor?
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8 - Como é a tua vida?
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9 - O que pedirias se pudesses cumprir um só desejo?
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10 - Uma palavra ou frase sábia.
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Cá vai:
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1 - És homem ou mulher?
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Louis Armstrong e Dizzy Gillespie - Umbrella man
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2 - Descreve-te.
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Maria Guinot - Silêncio e tanta gente
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3 - O que as pessoas pensam de ti?
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Iran Costa - É o bicho
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4 - Como descreves o teu último relacionamento?
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Sérgio Godinho - Bom prazer
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5 - Descreve o estado actual da tua relação.
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Paul Simon & Art Garfunkle - The sound of silence
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6 - Onde querias estar agora?
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Jorge Palma e Lena d'Água - Bairro do amor
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7 - O que pensas a respeito do amor?
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Sérgio Godinho - Às vezes o amor
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8 - Como é a tua vida?
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Joy Division - Isolation
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9 - O que pedirias se pudesses cumprir um só desejo?
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Brotherhood of Man - Save your kisses for me
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10 - Uma palavra ou frase sábia
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Sérgio Godinho - Os amigos do Gaspar
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Nota 1: Estou medicado e não mordo.
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Nota 2: Peço desculpa pela qualidade de alguns vídeos, mas foi o que se arranjou... já para não falar de algumas músicas.
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Nota 3: Por limitação de capacidade do blogger não foi possível escrever etiquetas para as músicas e para alguns músicos.

Sexo bísaro



Finalmente! Deu algum trabalho, mas consegui. Não uma, mas duas fotografias de bísaros... E das boas, vê-se-lhes o sexo. Os nossos amigos brasileiros, que aqui entram, diariamente e com frequência elevada, à procura de sexo bísaro vão, por fim, ficar satisfeitos. As famosas e pretendidas fotos de sexo bísaro.
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Nota 1: Bastou ir à internet e procurar a palavra «bísaro»... o que eles pretendem é bizarro, mas como não sabem escrever...
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Nota 2: Bísara, ou porco bísaro, é uma raça de porcos. Já quanto ao sexo bizarro prefiro não tecer comentários e guardar os meus pensamentos só para mim, não quero fazer juízos de vlor.

Cuidado com o que dizes

- Olha lá, vê lá como é que falas comigo. Sou loura mas não sou burra.
- Não diria que és loura. Acho-te mais a atirar para o ruivo.
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Nota: Ela não gostou e bateu-me, o que ia causando um acidente de automóvel. Comprovou-se que não era muito inteligente.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Complete a seguinte frase do pensamento socrático

Só sei que sabem que tudo sei...
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a) Mas não posso dizer.
b) Mas que não podem (ainda) provar.
c) Mas que só direi nas minhas memórias póstumas contarei.
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Remate 1: «Só sei que nada sei» - Sócrates citado por Platão.
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Remate 2: «Uma vida não suscetível de exame não vale a pena ser vivida» - Sócrates citado por Platão.
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Nota 1: O autor do blogue assume não ter provas do que quer que seja. As afirmações são meras suposições, baseadas em dados veiculados pela comunicação social. Assim, as suas afirmações podem carecer de verdade, sendo por isso erradas, infundadas e injustas... ou não.
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Nota 2: Qualquer semelhança entre os dois Sócrates é mera coincidência.
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Nota 3: O autor do blogue só foi uma vez ao Freeport, o outlet de Alcochete. Dali levou, pagando, é claro, um fato, cinzento escuro de meia estação, e quatro calças de sarja, duas azuis, umas pretas e outras cinzentas. Ah! E duas gravatas, lindas. Uma laranja, como o PSD, e outra vermelha, como a bandeira do PS... essa coisa do rosa é demasiado amaricada.
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Nota 4: Este quadro designa-se «A morte de Sócrates».

Simples





















- Contigo é tudo demasiado simples. Não te entendo.
- Esse é o teu problema. Não entendes. Mas isso não abona nada a teu favor...
- Como assim?
- Se é tudo demasiado simples e não entendes...

Malvados... Maldosos...

- Vou construir uma casa aqui.
- Mas aqui não é proibido?
- Para mim não é.
- Como assim?
- Sou primo do ministro.
- Mas não há leis? Não são iguais para todos?
- Sim, claro, mas tudo se resolve.
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- Primo, ‘tás bom?
- Tudo fixe. E contigo?
- Também. Olha, precisava dum favor teu.
- Se puder ajudar…
- Quero construir uma casa ali em Coentros de Baixo.
- Mas aí é proibido. Terras da reserva nacional.
- Não podes dar um jeitinho?
- Claro que posso… Deixa-me ver… faço um despacho a dar ordem aos serviços para considerarem o teu terreno sem importância para a reserva nacional. Depois faço um decreto para que o espaço não seja considerado reserva nacional.
- Então, pode ser tudo legal?
- Claro. Comigo é tudo legal.
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- Então, sempre resolveste a situação com o teu primo?
- Sim. Tudo tratado. Não é para isso que serve a família?
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- Senhor assessor, olhe o que os malandros dos jornalistas andam a escrever sobre mim.
- É tudo mentira, não é?
- Completamente. Por quem me toma?!
- Temos de encontrar uma solução… mas o quê?
- Diga-me você, justifique o dinheiro que ganha.
- Já sei! Vamos falar em aproveitamento político por parte da oposição… que há uma campanha negra, por parte de forças ocultas, contra si… realçamos que há eleições este ano e que a oposição está a aproveitar-se da situação.
- Isso… isso… Mas, os gajos até têm estado calmos… muito decentes comigo.
- Não importa! A culpa é sempre da oposição… e como há eleições este ano, eles vão passar por interesseirões, que se aproveitam dum simples e legal acto de gestão ministerial para fazerem um banzé, sobre coisas que não existem.
- Você é esperto... é bom!
- Deixe-se estar descansado… como está tudo legal, não há nada a temer.
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- Estás a ver esta bronca?
- Fogo!
- Lembras-te como isto começou?
- Fui eu que preparei a parte legal.
- O ministro pediu-te isso directamente ou foi o chefe de gabinete?
- O ministro. Disse-me que era urgente, importante e que teria de ser discreto, porque havia pessoas muito sensíveis… pediu-me para esquecer o Dr. Santos.
- Lembras-te quando foi?
- Completamente. Foi uma semana antes das eleições.
- Que bela memória!... Mas nessa altura o Governo só podia proceder a meros actos de gestão… além do mais porque foi o próprio primeiro-ministro a demitir-se.
- Sabes como é… um decretozinho aqui, um despachozito ali, nunca fizeram mal a ninguém. Além de que o assunto era importante. Não se podia deixar para o Governo seguinte, porque podia de ser da oposição, e foi, esses malandros... depois podiam não aprovar a alteração que o senhor ministro queria fazer ali em Coentros.
- Era importante? Então?
- Estratégico. Construíram lá uma casa, bem grande… empregou aí umas vinte pessoas durante seis meses.
- É relevante.
- A casa está linda, com aquela bela paisagem toda à volta.
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- Senhor assessor… o que faço agora?
- Tem a certeza que foi tudo legal?
- Bem… sim…
- Mas o dono da obra não é seu primo?
- Não me diga que também está alinhado com os que me querem ferir a honra… jornalistas, magistrados e outros…
- Claro que não!
- Acho bem...
- Vamos dizer que está inocente, uma vez mais… que não tem razões para se demitir e que está disposto a colaborar com a justiça…
- Mas tenho de abdicar da minha imunidade?
- Claro que não. É só para dar aquela pala…
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- O ministro, teu primo, está num grande aperto por tua causa…
- Pois… não deixo de pensar nisso…
- Daquela vez, chegaste a agradecer-lhe?
- Sim, mandei-lhe uma caixa de Barca Velha.
- Epá, vê lá se há registos disso… ainda te entalas e a ele também.
- Não há problema! Dei-as ao irmão, o outro meu primo.
- Ufa! Já estou mais descansado.
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Nota 1: Estas conversas privadas são pura ficção. A situação passa-se num distante país de brandos costumes. Qualquer semelhança com a realidade política portuguesa é mera coincidência.
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Nota 2: Não acham que um tio pedir ao sobrinho ministro um favorzinho para se reunir com uns empresários, que querem construir alarvemente numa Zona de Protecção Especial, é grave o suficiente? É o chamado senhor Cunha…

Língua - Conversa improvável ou verdadeira entre duas mulheres





















- Sempre te tornaste lésbica?
- Não.
- Então continuas a gostar de homens?!
- Sim, claro.
- Mas querias tanto ter uma aventura lésbica...
- E tive. Eu sempre sonhei com isso, tinha a certeza que teria de experimentar.
- Então?
- É bom!
- Melhor do que com um homem?
- É diferente.
- Diferente? Diferente como? Há uma parte que é óbvia...
- Também há envolvimento, mas é diferente.
- Sim, não há um pénis, mas duas vaginas.
- ... Com tudo o que isso implica.
- Mas é bom? Gostaste?
- Gostei!
- O que tem uma mulher que um homem não tenha? Além do pénis...
- Língua. As mulheres têm língua.

Apeteceu-lhe




















- Apetece-me ter uma experiência lésbica.
- Por que não rapas antes o cabelo?

Sonhamo-nos

Se te sonho é porque também me sonhas. Sei. Tu não sei se sabes. Vemo-nos lá.
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Nota: Afirmo aqui que não gosto de Renoir.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Vai sonhando

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Sei que vais voltar. Um dia entras-me pela porta por onde saiste. Já fora de todos os outros que pela tua vida entraram. Voltas para onde nunca devias ter saído. Voltas depois de veres algum mundo. Voltas depois do teu destino sem mim. Depois de cumprires o destino. O teu destino é comigo. Um dia entrarás por essa porta. Vou estar a dormir. Dar-me-ás um beijo. Depois vais sair por onde entraste sem que eu acorde. Nessa noite vou sonhar-te, mas talvez não te volte a ver mais.
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Nota: Esta canção é também dedicada à [A], que não conheço, mas que tem um blogue muito interessante... mesmo aqui ao lado. Ela não tem nada a ver com esta posta, mas apeteceu-me dedicar-lhe esta música... penso que ela sabe porquê.

Elas o outro e eu - Polígono amoroso - Telenovela venezuelana dobrada em mexicano - Ai a minha vida

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- Há um gajo que andou a atirar-se à minha ex-namorada, que era minha namorada na altura.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não. Naquela altura não aconteceu nada. Acho eu...
- Sim...
- Depois deixámos de andar.
- Eles começaram a andar?
- Não, mas não sei se não se enrolaram. Talvez. Não sei.
- O que te leva a pensar isso?
- Intuição masculina... Ao mesmo tempo comecei a namorar com a namorada dele, uma pita.
- Xiii... ele soube?
- Não sei. Acho que sim... Pelo menos deve ter desconfiado, porque ela disse-me que tinha acabado com ele.
- Pois...
- Essa pita era colega da minha ex-namorada.
- Ela soube?
- Soube.
- Como é que soube?
- Eu disse-lhe.
- É preciso ter tomates.
- Diz antes que é preciso ter jeito para fazer disparates.
- Porquê?
- Porque a magoei.
- Ela ainda gostava de ti?
- Acho que sim... mas foi ela que acabou comigo.
- Então o que queria ela? Tens todo o direito de seguir a tua vida.
- Mas elas eram colegas, era tudo muito recente... magoei-a. Lamento-o.
- Qual foi a reacção dela?
- Ficou furiosa. Fez-me uma cena de ciúmes mal disfarçada.
- Ela era ciumenta?
- Nunca me tinha feito uma cena de ciúmes. Nunca enquanto namorámos. Acho que teve, mas nunca mo demonstrou.
- Como é que isso ficou?
- Não ficou. Não falámos durante um tempo. Depois a minha relação com a pita também terminou.
- Ele começou a andar com a tua ex ou voltou para a pita?
- Acho que para a pita não voltou, mas não juro. Quanto à ex, não sei o que aconteceu.
- Pois, tinhas-te desligado...
- Nem mais! Mais tarde, um ano ou dois, conheci uma miúda... gira!
- Eheheh... sempre tiveste miúdas giras atrás de ti...
- Bem... obrigado, mas... Mas dizia-te... Demos uns beijinhos, umas voltas...
- O normal.
- Sim, o normal. Mas ela tinha um namorado. O tal gajo...
- Fónix! A sério?
- A sério.
- E então?
- Acho que estavam zangados. Não sei se não se voltaram a reconciliar-se.
- Como não sabes?
- Não sei. Aquilo durou muito pouco. Fomos falando.
- O gajo soube disso?
- Soube.
- Como sabes?
- Sei muita coisa.
- Sabes muita coisa?
- Sei. E sei que ele continuava a dar em cima daquela ex-namorada.
- Como sabes?
- Contou-me essa miúda que te disse que era gira.
- Jura!
- Juro!
- Como é que ela sabia?
- Não sei. Desconfio que ele lhe tenha dito.
- Pois... Que cena!
- Ela tinha ciúmes da outra.
- Imagino... dois homens e a mesma mulher.
- As mesmas mulheres.
- Parece que têm o mesmo gosto para as mulheres.
- Parece que sim.
- Andaram todos a ir para a cama uns com os outros.
- Sim, com os ausentes.
- Nunca mais soubeste nada deles?
- Vou sabendo. Disse-me essa miúda, que te disse que era gira, que morriam de ciúmes meus e dela.
- O gajo e a tua ex?
- Eles. Eles todos. Todos nós.
- Que confusão!
- A ex-namorada tinha ciúmes da gira por minha causa e por causa do outro. O Outro tinha ciúmes meus por causa da namorada e da minha ex. Eu tinha ciúmes dele por causa delas as duas.
- Como sabes isso tudo?
- Porque a gira me contou o que ele lhe tinha contado, acerca do que a ex-namorada tinha dito.
- Portanto, todos sabiam de todos.
- Acho que sim. Não sei é se todos sabiam tudo o que os outros sabiam.
- É o que dão as partilhas de travesseiro...
- Foi um período da minha vida que quero esquecer. Foi doloroso. Doeu muito e tambem fiz doer.
- Nunca estão satisfeistos com nada. O que têm não serve e só querem o dos outros.
- Nem mais... mas acho que eu também.
- Chegaste a conhecê-lo?
- Sim... vi-o duas ou três vezes.
- Então?
- Pareceu-me um tipo simpático, mas foi um bocado estranho.
- Essa estória parece uma telenovela.
- É uma telenovela!... E das más! Acabou e não acabou nem bem nem mal.
- Antes pelo contrário...
- Isso mesmo!

Já foste

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Saiste de mim. Foste embora. Como se me tivesses morto. Antes me tivesses morto. Se te beijar novamente será no vazio. Agora mato-te pela internet. Foste. Já foste.
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Nota: O tipo que pôs isto no You Tube diz que é uma paródia. Mas a brincar a brincar é que... o humor é uma coisa muito séria. Pela qualidade da letra e da música e por outras canções que o rapaz tem na rede já se vê o quão brincalhão ele é.

É sempre a mesma conversa

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- Gostas de mim?
- Gosto. E tu gostas?
- De mim?
- Parvo! De mim...
- Claro que gosto.
- Por que gostas de mim?
- Porque és querido e divertido...
- Sou?
- És. Fazes-me rir.
- Sou um palhaço?
- És um palhacito.
- Palhacito? Isso é pior do que palhaço.
- Não é nada. Palhacito é giro, é «quido».
- Pensava que gostavas de mim por ser giro, pelo meu corpo e intelecto.
- Não sejas parvo. Não tem nada a ver.
- Obrigadinho.
- Nunca me escreveste um poema...
- Pois não. Tenho de tratar disso.
- Ah... assim não quero. Tive de ser eu a pedir.
- E se eu quiser dar?
- Oh!
- E se te cantasse uma canção?
- (sorriso embevecido)
- É cheia de poesia. Chama-se mesmo poesia... fala de amor e de prazer.
- Então canta lá. Quero ouvir.
- Cá vai...
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Nota: Agora é só ver o vídeo para ouvir a canção que ele lhe cantou.

Afasta-te de mim

- Chega-te para lá!...
- Porquê, tenho lepra?
- Não, mas és uma peste.

Não vale a pena

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Estou apaixonado, sem perder tempo a amar. A paixão passa. O amor também.

Namoros defuntos

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- Acabou.
- O que é que acabou?
- O nosso namoro.
- Porquê?
- Porque chegou ao fim. Não te quero mais.
- Mas ainda temos a vida toda pela frente.
- Encontraremos outras pessoas.
- Mas tínhamo-nos prometido para a vida...
- Será noutra vida.
- Tens a certeza?
- Tenho.
- Então, por que nos adiamos?
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- Não te quero ver mais.
- Que mal te fiz?
- Não quero isto para mim.
- Mas éramos loucos um pelo outro.
- Tudo chega ao fim.
- Ainda agora começou.
- Chegou ao fim.
- Pensava que era um grande amor...
- Não sou pessoa de grandes amores. Na vida terei muitos pequenos amores.

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- Acabou.

- O que é que acabou?

- Tudo entre nós.

- Porquê?

- Apareceu outra pessoa.

- Tens a certeza? Não queres dar-nos um tempo?

- Não sei.

- Pensavas melhor, terias uma certeza.

- Acho que nunca terei uma certeza.

- Comigo sabes com o que contas. Com ele é tudo novidade, não sabes.

- É esse o meu dilema.

- Não te posso ajudar. Por mim dava um tempo para pensares melhor e decidires-te.

- Vamos fazer amor?

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- Quero acabar o nosso namoro.

- Porquê?

- Já não te amo.

- Mas amavas tanto.

- Não amo mais.

- Está bem, vamos ser amigos.

- Claro.

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- Quero acabar.

- Porquê?

- Estou farta de discussões.

- Mas só discutimos uma vez...

- Foi o bastante.

Estou tão...

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Em desalinho. Por ti em desalinho. Desde que te vi até que fugiste. Mas fiquei, para sempre, num desatino que me eleva o desejo, destrói o coração e devasta a alma. Já é meio-dia, a meio da idade numa paixão inteira, num amor infinito e indefinição de palavras. Fiquei por aqui a lembrar todos os desejos que tive por ti e a adivinhar os que ainda terei.

O tamanho dos beijinhos

Mandei-te um grande beijinho mínimo, daqueles que enchem a alma, mas não contentam o coração.
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Nota: Uma amiga respondeu-me enviando «um mini beijinho grande». Fiquei derretido.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Ao que isto chegou

- Estás a ler o jornal?
- O que te parece?
- Parece-me que sim.
- Então?!... Olha lá, por que estás a ler o jornal?
- Para estar informado.
- Humm... não te bastava ver as notícias na televisão ou ouvir a rádio?
- Bem... não...
- Porquê? Não reparaste que a televisão e a rádio dão as mesmas notícias? E mais actualizadas...
- Mas os jornais devem explicar melhor.
- Então, por que não explicam?
- Talvez porque não saibam nem possam...
- Mas é suposto. Se as notícias são da véspera e vêm pouco ou nada explicadas, para que compras o jornal?
- Porque gosto! Pronto! Ajuda a queimar o tempo e a sujar os dedos.
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Nota: Em 1992 havia cerca de 3.000 jornalistas. Actualmente são mais de 8.000, resultado do enorme débito de licenciados em cursos de jornalismo, comunicação e afins, e que, nem o aumento do número de meios de informação consegue absorver.
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Esta situação tem vindo a degradar os salários da classe e implicado uma forte redução da qualidade noticiosa, devido à maior percentagem de jornalistas com pouca experiência, a quem não é possível nem viável dar o acompanhamento formativo como o que antigamente se fazia. Acresce à situação que muitos dos novos jornalistas saltitam de estágio não remunerado em estágio não remunerado, ou, na melhor das hipóteses, de estágio mal remunerado em estágio mal remunerado. Obviamente que os jovens jornalistas são vítimas e não culpados. Portanto, existe excesso de mão-de-obra, menor experiência profissional, reduzida formação prática e situações de mão-de-obra escrava.
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Para se ter uma ideia, no início da década de 1990, uma colaboração de uma página era paga, em média, a 25 contos (125 euros) líquidos, enquanto actualmente varia entre os 50 e os 100 euros brutos, quando chega aos 150 brutos já é considerado bom.
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Já nem quero entrar na prática muito comum de alguns editores rejeitarem temas e propostas de jornalistas free-lancers para depois as solicitarem aos da casa. Mas isso são questões de ética e de carácter, mas serve para ilustrar o lixo profissional e moral da profissão.
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São comuns, se não forem a maioria, as situações de estações de televisão (e publicações impressas) que evitam contratar jornalistas séniores, a quem lhes custa propor salários menores, contribuindo para o desemprego de profissionais experimentados. Em contrapartida, os critérios de selecção de jornalistas júniores baseiam-se no sexo e na beleza pessoal, priveligiando jornalistas do sexo feminino, por serem mulheres e ajudarem, teoricamente, a vender melhor e com significativa beleza. Ou seja, prefere-se o embrulho à competência, experiência ou potencial.
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Com excepção de jornalistas consagrados e de reputados fazedores de opinião, os jornais perderam o hábito de publicar as crónicas dos jornalistas. As reportagens vão escasseando e têm, em grande percentagem, curta profundidade, sobretudo nos diários. Talvez por estas razões é que muitos jornalistas têm aberto blogues, em regra bastante mais interessantes do que as publicações tradicionais. O acrescento de informação qualitativa é reduzido, bastando-se as meras notícias, de produção própria ou de agência. Aumentaram os casos de faits divers e o espaço para jornalismo de entretenimento.
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Todos os ganhos na produção dos jornais, resultado dos avanços tecnológicos, não reverteram a favor das redacções, mas apenas para departamentos não jornalísticos. Antigamente os jornais fechavam as edições mais tarde, permitindo melhor e maior cobertura noticiosa, enquanto agora têm tendência para fecharem cada vez mais cedo, falhando actualidade e reduzindo o tempo para acrescentar valor à informação.

domingo, janeiro 25, 2009

O martírio de João

Não tenho coração, não o sinto. Ainda tenho alma, dói-me. Estou de cabeça perdida. O que seria de mim sem ti?

A escolha do restaurante

- Então, sempre vamos almoçar fora?
- Sim, vamos.
- Onde queres ir?
- Não sei. Qualquer coisa. Não me apetece nada em especial. Escolhe tu.
- Vamos à Toalha Branca, boa?
- Ai não! Esse não.
- Porquê?
- Não me apetece comida portuguesa.
- Então, podiamos ir ao La Gondola.
- Italiano? Ao almoço? Não, não me apetece.
- E que tal a Taverna Andaluza?
- A comida espanhola é um bocadinho gorda. Depois fico muito embuchada.
- Humm. O La Cuisinne du Roi?
- Esse é bom para ir jantar.
- Queres ir ao nepalês?
- Esse é sempre a mesma coisa. Como sempre o mesmo.
- Comes sempre o mesmo, porque pedes sempre o mesmo. Por que não varias?
- Porque gosto mais do kebab...
- Não experimentaste os outros...
- Os outros não me apetecem.
- Bom. Queres ir àquele indiano ali da avenida?
- Ai, indiano... fico um bocado mal com todos aqueles têmperos...
- Queres ir ao tibetano? Sempre é mais leve.
- Não gosto do espaço...
- Ufa! O vegetariano do jardim?
- Depois fico com fome pouco depois.
- O Tufão da Sorte?
- Chinês?! Ainda fomos lá anteontem.
- Como não te parece nem o indiano nem o chinês, suponho que o tailandês também não queiras...
- Não, esse também não quero.
- Ah! Já sei! Vamos ao Sushi Voador!
- Ao japonês podíamos ir ao jantar...
- Já nem sei muitos mais... E que tal o Carioca Alfacinha?
- Hummm... não! Brasileiro também não.
- Não gosto muito da comida cabo-verdiana, mas para variar podíamos tentar...
- Ai não! Também não gosto da comida de Cabo Verde!...
- Então não sei! Diz lá o que te apetece.
- Não sei. Diz tu.
- Mas já disse uma data deles...
- Esses não me apetecem.
- Então diz-me lá o que te apetece para eu adivinhar.
- Oh! Não gozes.
- Está decidido, vamos às pizzas.
- Estou farta de pizzas.
- Olha já não sei!... Não dizes o que te apetece nem onde queres ir... eu desisto.
- Escolhe lá tu. Não quero saber. Não sei dizer.
- Já sei.
- Onde vamos?
- Não te digo, porque depois não queres. Depois vês.
- Faz o que quiseres. Mas vê lá onde me levas.
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Nota: Estória baseada em factos reais. Os nomes dos restaurantes foram criados pelo autor do blogue. A existência de restaurantes com o mesmo nome é pura coincidência.

Gosto tanto da comida

- Vá, despacha-te. Come lá isso depressa... Não brinques com a comida.
- Mãe, eu não brinco mais com a comida. Mas posso levá-la para a cama para sonhar com ela?

Só em sonhos

Não me queres ver de dia. De noite, não queres saber. Não hoje, nem amanhã. Sempre. Não sei porquê. Estamos juntos em todos os sonhos, em cada noite, e fazemos amor. Com dores.

Até à próxima vida

Estiveste junta. Estiveste próxima. Estiveste distante. Próxima seria se vivesses em Andrómeda. Nem até Sombrero te vejo. Só à velocidade de Deus te posso chegar em vida, se te encontrar.

Nota: Andrómeda está a dois milhões de anos-luz da Terra e Sombrero a 28 milhões de anos-luz. Não sei quanto tempo é nem onde ficam.

Até um dia

Por que te despedes de mim se não me queres ver mais?

Até depois

- Por que se despedem as pessoas quando se irão rever nos instantes próximos, de horas a dias?
- Por receio da morte.

Ruptura - Promessas - Internet

És o meu grande ex-amor virtual. Nunca senti o teu corpo e o teu hálito.
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Nota: Nunca se conheceram.

Aos grandes amores finitos

Os amores são sempre bonitos. Os amores são sempre bons. Enquanto duram. Depois são um estorvo.

Nota: Nada resta dum grande amor.

sábado, janeiro 24, 2009

Uma tarde bem passada nas compras

- Bem, vamos?!
- Sim, estou só a acabar de me arranjar.
- Há que tempos estás a acabar de te arranjar.
- Não comeces.
- Eu despacho-me num instante e fico sempre à tua espera, e para te despachares com calma ainda vou primeiro. Apanho com cada seca.
- Já está quase. Não vês que tive de secar o cabelo e do esticar.
- Siiiim, está bem… (suspiro amigável)
- Só mais cinco minutos.
- Mais um quarto de hora, queres tu dizer.
- Não me chateies, porque assim demoro mais.
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- Estou pronta. Vamos?
- Mas não me apetece nada ir às compras.
- Querido, mas tem de ser. Temos de ir. Preciso de roupa e tu também devias comprar para ti. Preciso urgentemente de comprar calças. As que tenho estão velhas e algumas quase que não me servem.
- Vá lá, a sério…
- Não protestes. Não demoramos muito.
- Nunca demoro muito. Tu é que passas a tarde enfiada nas lojas.
- Já te disse que não demoro muito.
- Dizes sempre isso e é sempre a mesma coisa. (ligeiro amuo)
- Não me chateies, vou só ver calças. Depois vamos.
- Uf! (suspiro resignado)
- Anda…
- Mas tu tens tantas calças… e ficam-te bem, ficas linda.
- Não comeces com fitas.
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- Fica-me bem este vestido?
- Sim, parece-me bem.
- Achas?
- Acho.
- Não o achas demasiado curto aqui à frente?
- Não. Parece-me bem.
- Humm… não sei.
- Siiiim… fica-te bem. (suspiro condescendente)
- Oh! Só queres é tudo a despachar. Vá lá, diz-me, fica-me bem?
- Já te disse que sim. Não sei por que perguntas, se nunca ouves o que te digo.
- Claro que oiço. Então, achas que me fica mesmo bem?
- (suspiro)
- Então e este? Não achas melhor?
- Esse é azul o outro é preto…
- Oh! Mas dá para as mesmas ocasiões.
- Se gostas mais do azul, leva antes esse.
- Achas?!...
-Então e em relação àquele outro? O primeiro?
- Já não me lembro… experimentaste três vestidos pretos, além deste, o azul e o outro bordeux…
- Nunca te lembras de nada.
- O que queres, já estou farto de estar aqui.
- Não te queixes, que ainda agora chegámos.
- Ainda agora?!
- Bem, diz-me lá, qual deles?
- O terceiro… (suspiro enfadado)
- O terceiro? Aquele?
- Sim… (suspiro desencantado)
- Não acho nada!
- Então, não escolhas esse.
- Ai! Não acho nada!
- Para que me perguntas a opinião? Por que experimentaste esse se não gostas dele?
- Estás sempre com má vontade quando te peço para me ajudares.
- Mas já não sei o que te diga. Já perdi a conta aos vestidos que experimentaste, mais as saias, as blusas e os casacos…
- Então preferes este? É?!
- Siiim… (suspiro de enfado)
- Não me estás a ajudar nada.
- Já não sei o que te diga.
- Então, não digas nada. Vai-te embora. Vai dar uma volta. Prefiro ficar sozinha. Só atrapalhas.
- Suspiro… (alívio moderado)
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-Então, querida, já escolheste o vestido.
- Já.
- Então qual foi?
- Não deves querer saber…
- Ai! Diz lá, vá…
- O azul.
- Parece-me bem.
- Mas desse tu não gostavas.
- Nunca disse isso.
- Mas via-se pela forma como tu olhavas.
- Não via nada.
- Então, e tu que fizeste?
- Comprei dois pares de calças e um pulôver.
- E já aqui estás? Foi na primeira loja que entraste… (suspiro conformado)
- Não foi nada! Fui a três.
- Foste, foste. Aposto que nem experimentaste.
- Claro que experimentei.
- Mas ficavam-te bem, as calças? Como caiam?
- Sei lá como caiam… caiam-me bem. Gostei.
- Estou para ver isso… mostra lá o pulôver…
- Vês?!
- Deixa cá ver. Tira-o do saco. Assim não se consegue ver nada.
- Toma.
- Desta cor? Tu sem mim só fazes disparates. Foste comprar um pulôver desta cor?! Minha Nossa Senhora!
- O que tem de mal?
- Ainda perguntas? E esta malha?! Francamente. Não se pode deixar-te ir às compras sozinho.
- Cala-te. Se tivesse ido contigo levava uma hora para comprar umas meias.
- Cala-te tu.
- Bem, vamos embora?
- Espera, ainda quero ver a lingerie…
- Ainda?! Estás há mais de uma hora nesta loja.
- Tem paciência, que ainda temos de ir à Zara e àquelas lojas ali da frente…
- Quais lojas?
- Isso agora não interessa. Deixa-me prestar atenção ao que estou a ver.
- Humpf! (suspiro irritado)
- Acho que daqui já tenho tudo.
- Finalmente!
- Depois, se for preciso mais alguma coisa que me lembre, voltamos cá.
- Mas afinal o que compraste? Que levas aí?
- O vestido, estas duas camisolas… olha para mim quando estou a falar contigo…
- Estou a ouvir. Não preciso de olhar para ti para te ouvir…
- Mas assim não vês as coisas.
- Vejo em casa.
- Não perguntaste o que levo?
- Sim, diz lá… (suspiro de derrota)
- Então, o vestido, estas duas camisolas, este casaquinho de malha e este soutiã.
- Tanto tempo só para isso?!
- Não me provoques.
- Olha lá, revistaste a loja toda durante um horror de tempo e só levas isso?
- Vocês homens não sabem fazer compras!
- Olha lá, não compraste as calças.
- Não.
- Porquê?
- Não vi nenhumas que gostasse.
- Mas tu não ias comprar calças?
- Ia, mas não comprei.
- Mas não era das calças que tu precisavas? Não viemos aqui perder a tarde para comprares as calças e depois não as levares?
- Não vi nada que gostasse… vemos agora nas outras lojas.
- Acho que vou para o café ler o jornal.
- Não vais nada. Vens ajudar-me.
- Mau!
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- Gostas destas?
- Goooosto!... (suspiro de grande enfado)
- Dizes isso só para me calares e ires-te embora.
- Siiiim… (suspiro desesperado e sincero)
- Achas que estas me fazem gorda?
- Não.
- Não?
- Não.
- Humpf!... (suspiro aborrecido)
- Pronto, deixa lá ver melhor.
- Diz…
- Sim, gosto.
- Gostas? Gostas mesmo?
- Siiiim… (suspiro inqualificável)
- Não achas que estou gorda?
- Não!
- Mas tenho aqui esta barriga…
- Mas eu gosto dessa barriguinha…
- Vês! Afinal achas que estou gorda.
- Não disse isso.
- Mas pensaste.
- Não pensei nada.
- Não pensaste nada, não pensaste nada. Nunca pensas em nada. Não me estás a ajudar nada com as calças.
- Que mais queres que te diga?
- Não digas nada, pronto.
- Não amues. Vim contigo às compras, não queria vir, vim por ti, contrariado, mas vim, já fomos a todas as lojas, estamos há mais de três horas nisto, estou cansado e farto, e quero ir para casa…
- Agora atiras-me à cara isso? Que vieste comigo por favor?!
- Não disse isso. Não quis dizer isso. Mas, desculpa, estou mesmo muito cansado e muito farto. Anda embora.
- É sempre a mesma coisa. Nunca tens paciência para as minhas coisas.
- Afinal, não levas as calças!...
- Logo vejo calças para a semana. Também não há pressa!
- Deves estar a brincar… estás, não estás?!
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Nota: Estória baseada em situações reais… e repetidas… com diferentes protagonistas femininos. Ao que parece, estes acontecimentos verificaram-se também com outros elementos do sexo masculino.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Contra a intolerância islâmica

Se hoje condenamos a conduta da Igreja Católica nas Idade Média e Idade Moderna, com a sua Santa Inquisição, por que não haveremos de criticar a contemporânea intolerância religiosa dos islâmicos? Em muitos países muçulmanos, se não mesmo todos, como nos estados ocidentais para onde migraram, temos fenómenos de ruptura.
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Ou seja, andaram gerações na Europa, em particular, e nos estados do Ocidente, a lutar pela igualdade de direitos entre os sexos, pela tolerância religiosa, pela liberdade de pensamento e pela democracia, para agora terem de admitir e respeitar as fragmentações de comunidades islâmicas, que para aqui e lá imigraram, e calar as nossas santas boquinhas para não os melindrar. É só mesmo isto que nos faltava! Uma coisa é a liberdade e o respeito por outras culturas e religiões, e outra é o silenciar e amochar para não afectar os sensíveis temperamentos dos intolerantes.
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Dizem alguns cívicos que devemos, no Ocidente, respeitar a cultura islâmica. De acordo! Mas devemos permitir que as mulheres muçulmanas sejam rebaixadas e humilhadas pelas burcas nas nossas cidades? O mesmo se coloca em relação ao lenço islâmico que rebaixa quem o usa. É meio caminho andado para nos exigirem leis de excepção, só para as comunidades muçulmanas, para que possam aplicar a sua justiça castigadora, nomeadamente sobre as mulheres. Depois dessa cedência virá a necessidade de aplicar tais leis a todos. Aqui, no tolerante Ocidente contemporâneo.
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No Ocidente podemos criticar os políticos, os artistas, os santos e Deus. Os políticos podem não gostar e zangam-se. Os artistas podem não apreciar e zangam-se. Os crentes religiosos podem não gostar, protestam, fazem vigílias, escrevem artigos. Todos dentro dos limites do aceitável, do bom senso e da decência; quando assim não é, ou se ultrapassam limites, há tribunais idependentes de poderes religiosos e políticos. Já os santos e Deus têm mais do que fazer do que se zangarem, pois, felizmente, são muitíssimo mais tolerantes do que os homens. Mas, se isto acontece no Ocidente, alguém pode, honestamente, garantir que aconteça nos países islâmicos?! Mesmo na Turquia, que é um estado laico, Direitos Humanos elementares são bastante castigados... pelas autoridades e população. Claro que há atropelos aos Direitos Humanos no Ocidente cristão, mas, honestamente, não têm a mesma dimensão e frequência... salvo a triste situação de Guantanamo... que é grave por se tratar do Ocidente, que todos, e bem, criticamos, porque podemos. Quantas prisões imundas e sub-humanas existem nos estados islâmicos? Protestos civis e políticos... viram-nos e ouviram-nos?
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O que dizer da onde de raiva intolerante contra cartonistas, jornais, sociedade e estados a quando da publicação das caricaturas de Maomé? E as manifestações em países islâmicos, apoiadas pelos governos, que exigiam aos estados democráticos para aplicarem leis totalitárias?! Isto é decente? E o que dizer da cobardia de alguns políticos ocidentais, que rastejaram servis a quando dessa situação?! Medo de quê? Duma jihad, promovida pelas comunidades imigrantes? Para onde iremos? Que mais teremos de tolerar? Depois admiram-se do surgimento dos Le Pen...
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Há uns tempos, o primeiro-ministro da Austrália arengou aos muçulmanos do país. Que eram todos benvidos, mas que teriam de aceitar a a cultura democrática, a diversidade religiosa e a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Lá lhe caiu a esquerda em cima, que o homem era xenófobo. Santa paciência!
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Bem sei que há comunidades muçulmanas pacíficas em diversos estados do Ocidente. Nisso, Portugal nem se pode queixar muito. Mas gostava de as ter visto na rua a condenar ataques terroristas ou a conduta extremista de grupos armados ou as políticas anti-democrática dos países islâmicos ou a apoiar a liberdade de expressão e a democracia nos países para onde migraram. Gostava.
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Tenho a certeza que Deus é justo e bom. Tenho a certeza que já havia pessoas boas e santas antes de se estabelecerem as religiões judaica, cristãs e muçulmana. Tenho a certeza de que a bondade e humanidade existem em todos os povos, quadrantes, latitudes, longitudes e religiões... nos agnósticos e nos ateus. Tenho a certeza que Deus prefere um bom ateu do que um beato perverso. É que não tenho dúvidas. Se posso afirmar isto é porque estou no moderado Portugal. Se estivesse num país islâmico teria de vociferar:
- Só há um Deus e Maomé é o seu profeta.
Todos os outros estão excluídos! Isto não é intolerância?
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A esquerda política portuguesa caiu em cima do cardeal patriarca de Lisboa quando este deixou um aviso às mulheres portuguesas, católicas em particular, para pensarem bem, pensarem duas vezes, ponderarem antes de se casarem com muçulmanos. Ai Jesus! Disse a esquerda, lá se vai a tolerância e o respeito pelas outras culturas. Em primeiro lugar, este clérigo é bem conhecido pelas suas posições de tolerância e integradoras, pelo que, no máximo, teriam sido palavras infelizes e imprudentes. Contudo, a intolerância da esquerda para com a Igreja Católica Apostólica Romana, alimentada pelo anacrónico pensamento jacobino, é inversamente proporcional à tolerância que advoga para todos os outros.
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Em observação: terá o cardeal patriarca dito uma coisa que se baseasse em alguma mentira? É, ou não, verdade, que existe uma cultura machista nos países islâmicos, onde as mulheres não têm, nem de perto nem de longe, os mesmos direitos e deveres que os homens?! Não esqueçamos o provérbio muçulmano que diz:
- Bate todos os dias na tua mulher. Se não souberes a razão, ela saberá.
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Se no Ocidente existem tantos casos de violência doméstica contra mulheres, facto que é, e bem, criticado por todas as pessoas decentes, o que não será nos países islâmicos, onde as mulheres estão num claro patamar inferior?!
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A Manel questionou-se no seu blogue (Blue) acerca do inverso, das mocinhas em relação aos mocinhos. Pois, por tudo o que escrevi acima, não é a mesma coisa, a situação não se põe.
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Já alguém reparou que os extremismos religiosos da actualidade vêm só os Islão? O problema do Islão não é a fé. Não será a doutrina religiosa. Mas a intolerância dos homens, dos que chefiam a fé e dos que a seguem. Homens que mandam, põem e dispõem, e que se concentram em grande número em alguns locais do planeta, professando uma mesma religião. Gostaria de ver os islâmicos moderados a insurgirem-se publicamente, e de forma notória, contra dirigentes políticos e religiosos do Islão. Nos seus países e no Ocidente. Seria uma postura de decência e de distanciamento.
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Nota: O autor do blogue apoia as declarações do cardeal patriarca de Lisboa e do primeiro-ministro australiano. O autor do blogue confessa que não é australiano. O autor do blogue confessa que não é católico e reconhece que existem muitos muçulmanos tolerantes e que não se conhecem fenómenos extremos destas comunidades em Portugal, apesar de casos episódicos de mulheres trajando burcas.



Resposta da Manel a esta posta: ler aqui.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Cona, buceta, rata, gatinha e outras coisas que querem dizer vagina

Esta coisa do sexo bísaro tem muito de que se lhe diga. É complexa, começo a entender. Quando começou a saga das pesquisas por sexo bísaro, todas elas provenientes do Brasil, percebi que o domínio da língua portuguesa naquele grande país dos trópicos não é muito grande. Por que raio há tantos brasileiros (também são muitos) há procura de sexo bísaro? Será que não percebem como se escreve bizarro?
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Este problema dos graves erros de português não é excluivo dos amigos brasileiros, infelizmente. Tenho conhecido muitos disparates a angolanos... e, então, a portugueses... ui ui. O que leva tantos lusófonos a escrever tão mal? Para se ter ideia da dimensão da coisa, numa enciclopédia para computador da Porto Editora, a maior em Portugal e especializada em publicações escolares, encontrei erros... e num dicionário de verbos da mesma editora foram encontrados, por pessoas minhas conhecidas, erros nas conjugações. Portanto, o problema não é dos brasileiros.
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Quando assinalo erros não me refiro aos meros tropeções na pontuação, em textos escritos à pressa, nem às celebérrimas gralhas, que são pequenos erros de simpatia, de omissão duma letrinha, de duas letras trocadas de posição.Pois tudo isso é fruto de pequenas dislexias ou distrações.
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Ora, já se percebeu que os lusófonos (a maioria ou muitos deles) não sabem escrever a língua que falam. Pudera, quando os supostos iluminados, esclarecidos, educados, modernos, actualizados e outros administradores, directores, gestores de empresas, engenheiros, cientistas, médicos, especialistas em geral, especialistas em generalidades, jornalistas, criativos publicitários e gestores de comunicação parecem só saber usar termos anglo-saxónicos... o que se quer? A língua portuguesa é maltratada desde o ignorante sem escolaridade até ao senhor doutor. E o que dizer dos palermas, de tradutores a economistas e empresários, passando por jornalistas, que confundem o bilião (bilhão no Brasil) com billion e o trillion com trilião?! É que as palavras são parecidas, mas não são o mesmo. São números diferentes. Santa ignorância!...
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Bem, já me meti a divagar e desviei-me uma beca donde queria ir: o sexo bísaro. Embora muitos brasileiros venham aqui ao blogue procurar também vídeos de empalamento (é uma mania, uma verdadeira taradice), o sexo bísaro é que acarinho, adoro ver o número de entradas de sexos bísaros. O que querem? Diverte-me. Mas lá estou eu outra vez a cirandar em vez de ir directo ao assunto. Só por causa das coisas vou mudar de parágrafo.
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Escreveu Duarte Pacheco Pereira que «não existe pecado no lado de baixo do equador». Não haverá pecado, mas há sexo. Até sexo bísaro... ou não há, mas andam à procura dele. Tudo isto porque me lembrei dum outro termo relacionado com sexo e usado pelos amigos brasileiros: a buceta.
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Buceta é o termo mais idiota para chamar à vagina. Vagina é a palavra correcta, mas é demasiado científica e médica. Ninguém, no seu perfeito juízo, diz:
- Oh, crida (querida), deixa-me comer-te a vagina...
- Oh boa, deixa-me saltar-te prá vagina.
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Vagina, pura e simplesmente, não dá jeito. Buceta é uma palavra estúpida, não quer dizer nada ou, se quer dizer, não lembra a dita a que se refere. Buceta lembra um objecto de escritório:
- Oh Sousa, passas-me aí os carimbos, a buceta e os envelopes, por favor?
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Buceta lembra-me também algo parecido com guardanapo:
- Oh Martinha, está quieta e almoça. Não brinques com os talheres e prende a buceta à camisola.
Buceta podia ser boca, pequeno buço, piaçaba, alavanca, bigorna, parafuso, mas nunca vagina! Buceta é uma palavra idiota. Uma palavra idiota para definir uma coisa concreta e que se deve gozar e apreciar. Algo que deve ser acarinhado.
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Vou recorrer a alguns exemplos que traduzem melhor em vernáculo, em português e noutras línguas, a vagina. Os italianos, que têm a língua latina, quiça mundial, mais irritante e histérica, chamam-lhe simplesmente «fica». É bonito e sóbrio. Pode pedir-se docemente à namorada:
- Crida (querida) tens uma fica tão bonita!...
Em francês diz-se «chatte», ou seja gata. Bonito! É um termo brincalhão, aplica-se a algo onde apetece brincar e folgar. Os ingleses têm «pussy», que é, ao mesmo tempo, divertida, frágil e deciosa, como um sorvete de morango. Em alemão é «muschi»... cutchi cutchi cutchi, ternurento. Em português de Portugal é rata... anda escondida, é inteligente e marota. Se os portugueses querem algo mais doce dizem passarinha... no mínimo é querido, não acham?
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Para quem prefere termos mais brutos, mais gordos e pesados temos a «cunt» do inglês, a «con» do francês e «fotze» do alemão... esta última até lembra o verbo foder, que vejo, tantas vezes, escrito «fuder» por brasileiros, que espero se trate duma minoria, pois é erro dos grandes. Voltando à expressão mais forte, em português, da pátria linguística, é cona. Pois cona, tal como cunt, con e fotze, tem força, tanto pode traduzir um desejo que dificilmente se contém, como algo brutal e grunho. Dois exemplos:
- Querida, adoro essa tua cona, dá-me uns frémitos, que já não aguento.
- Foda-se! Fui-lhe à cona e foi até de manhã.
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Prontos, há termos em diversas línguas importantes, que traduzem vagina, nos modos mais suave ou poético e nos mais animalescos e brutais. É uma questão de escolhas e preferências. Agora, buceta não diz nada. Não tem força de sedução ou de sexo puro e duro. Tenho a esperança que todos os brasileiros leiam este texto e que, compreendo-o, deixem, duma vez por todas, de chamar buceta à vagina.
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Nota: Este texto foi escrito de enxurrada e directamente da cabeça aos dedos. Não o revi, pelo que, se encontrarem asneiras ou se tiverem protestos, escrevam para o endereço de email, deixem uma mensagem ou queixem-se ao provedor.